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Brasil - Política - Saúde - 10/20/2020

Entre 9 mil voluntários brasileiros que tomaram a CoronaVac, 35% tiveram reações adversas

Segundo o Butantan, que tem parceria com a Sinovac para a testagem e produção da vacina, não foram registrados efeitos colaterais graves. A imunização está na terceira e última fase de testes.

ESTADO – Entre os 9 mil voluntários brasileiros que receberam a Coronavac, vacina contra o coronavírus produzida pelo laboratório chinês SinoVac, 35% tiveram algum tipo de efeito adverso. A informação foi divulgada pelo governo de São Paulo na última segunda-feira, 19.

Segundo o Butantan, que tem parceria com a Sinovac para a testagem e produção da vacina, não foram registrados efeitos colaterais graves. A imunização está na terceira e última fase de testes.

Dimas Covas, diretos do Instituto Butantan, relatou que os principais efeitos sentidos foram dor no local da aplicação e dor de cabeça. Uma parte menos dos voluntários teve fadiga. Na última segunda-feira, autoridades paulistas adotaram maior cautela para falar sobre o início da vacinação contra a Covid-19.

As perspectivas da vacina são otimistas, mas não podemos dar uma data específica de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o final do ano essa vacina tenha o dossiê entregue na Anvisa, e que a Anvisa possa proceder a análise e o registro”, explicou.

O governador João Doria (PSDB) afirmou que, entre as vacinas testadas no Brasil, a CoronaVac é a mais segura e mais promissora, com menos efeitos adversos. Estudos feitos na China, divulgados em setembro, entre os 50 mil voluntários, 94,7% deles não tiveram efeitos adversos.

Os 9 mil voluntários receberam, no total, 12 mil vacinas. O objetivo é que 13 mil pessoas participem dos testes e que cada um seja vacinado duas vezes.

Ainda não há dados sobre a eficácia da Coronavac. A ideia do governo é que essas informações sejam apresentadas até o fim do ano.

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