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Brasil - Novo Normal - Política - 04/01/2022

Eleições: o que muda para Lula e Bolsonaro após Moro anunciar desistência

BBC NEWS BRASIL – A saída, ainda que temporária, do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União Brasil) da disputa pela Presidência da República surpreendeu o meio político e, principalmente, os entusiastas da chamada “terceira via”.

Moro vinha enfrentando dificuldades para consolidar sua pré-candidatura e não conseguia aumentar as intenções de voto para o seu nome e ameaçar a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparecem em primeiro e segundo lugar, respectivamente, nas pesquisas mais recentes.

Passado o susto, políticos e analistas já começam a avaliar quais os impactos diretos no xadrez eleitoral se a desistência de Moro se confirmar.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que a saída do ex-juiz da Operação Lava Jato do páreo presidencial deverá beneficiar Jair Bolsonaro e uma eventual candidatura unificada na “terceira via”. Em contrapartida, o movimento deverá, avaliam, prejudicar a candidatura de Lula.

A desistência de Moro foi anunciada por meio de suas redes sociais e culminou em uma sequência de movimentos que ele vinha fazendo na tentativa de obter mais estrutura para sua pré-candidatura.

Moro anunciou que disputaria a Presidência no final de 2021, ao se filiar ao Podemos. De lá para cá, porém, ele se deparou com as limitações de recursos financeiros e políticos do partido para alavancar suas pretensões.

Nos últimos dias, ele passou a manter conversas com o União Brasil, partido resultante da fusão entre o Democratas e o PSL. O partido é, hoje, o maior do país e tem direito a fundo partidário de aproximadamente R$ 1 bilhão. Sua ida para a legenda, porém, esbarrou na resistência de lideranças internas que alegaram que sua filiação não significaria a adesão automática do partido à sua pré-candidatura.

Com o prazo de filiação partidária determinado pela Justiça Eleitoral se esgotando, Moro aceitou o convite do União Brasil e comunicou que, “nesse momento”, abria mão de sua candidatura.

“Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor”, diz um trecho da nota.

A pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada na semana passada, apontava que Moro tinha 8% das intenções de voto. Lula aparece com 43% e Bolsonaro com 26%.

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