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Brasil - Política - Saúde - 01/18/2021

Demora de autorização da China para vinda de insumos da CoronaVac preocupa, diz presidente do Butantan

São Paulo fez um ato simbólico neste domingo, 17, vacinado profissionais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital das Clínicas, após a Coronavac receber autorização federal para uso emergência

REUTERS – A demora do governo da China em autorizar a exportação para o Brasil de matéria-prima que será usada no envase no país de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, preocupa e pode afetar o cronograma de entrega de doses ao Ministério da Saúde, reconheceu nesta segunda-feira o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, ao qual o Butantan é vinculado, Covas disse que o cronograma atual de entregas acertado com o ministério será mantido, desde que um novo lote de matéria-prima chegue ao Brasil até o final deste mês.

Preocupa sim a chegada da matéria-prima. Essa matéria-prima precisa chegar para não parar o processo de produção, e esperamos que isso aconteça muito rapidamente, porque se chegar antes do fim deste mês, nós manteremos o cronograma de entrega de vacinas“, disse o presidente do Butantan.

Ele explicou que as cerca de 6 milhões de doses da CoronaVac que no domingo deram início à vacinação no país foram importadas prontas da China e acrescentou que nesta segunda-feira o Butantan já pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para uso emergencial de 4,8 milhões de doses envasadas no Brasil pelo Butantan.

O instituto importa da China litros da vacina concentrada e envasa o imunizante em suas instalações, transformando, segundo Covas, mil litros de vacina concentrada em 1 milhão de doses.

Em entrevista coletiva no domingo, Covas disse que o Butantan aguarda autorização do governo chinês para trazer ao Brasil matéria-prima equivalente a mais de 11 milhões de doses da CoronaVac, que já está sendo aplicada em profissionais de saúde de São Paulo desde domingo, após autorização para uso emergencial dada pela Anvisa.

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