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Local - Saúde - 04/08/2022

Parte IV – Vencendo a si próprio – Superando-se

Por: Eliana Pereira Ignacio –
Olá, meus caros leitores, dando sequência a mini série sobre como vencer a si mesmo, superar-se. Hoje venho falar sobre alguns escapes que podem atingir uma proporção, capaz de chegar ao ponto de total descontrole por parte da pessoa , tornando-se vícios e chegando a doença.

Portanto ao se tornarem dependências físicas e ou psicológicas como a dependência das drogas, do álcool, do sexo, do jogo ou qualquer outro tipo de dependência, a pessoa perde o controle sobre algumas áreas da sua vida, o que valida que dependência seja física ou psicológica ambas são diagnosticadas como doenças.

O enfretamento de problemas pessoais ou problemas psicológicos, trazem consigo a probabilidade de vulnerabilidade de implementar alguns escapes que possam aliviar a tensão ou a exigência das situações que venham atingir. Temporariamente alguns desses escapes desviam a atenção dos problemas perturbadores e fornecem alguns benefícios, tal como referi anteriormente para os maus hábitos. Isto é agem como recompensas as quais são aliciantes, a pessoa sente prazer e por alguns momentos fica arredado do seu estado incapacitante. No entanto, passado algum tempo a pessoa sente o reverso da medalha, instala-se um mal-estar.

A pessoa sente o seu problema amplificado e sem total controle. Passando a sentir um descontrole duplo, não se sente capaz de resolver o problema inicial, e sente-se impotente para resolver o problema devastador daquilo que já não pode mais ser visto como um escape, um vicio agora precisa ser visto como realmente é uma doença. A vida entra numa espiral duplamente negativa. Pode ser que este não seja seu caso, mas se for, faça algo por si mesmo. Tome consciência que vencer sua doença será difícil, porem não é impossível. Procure ajuda psicológica. Este é um problema terrível que pouco a pouco tem devastado milhares de vidas. Independentemente da droga de escolha ou da sua magnitude ou incómodo, a pessoa consome recursos mentais e físicos que poderia utilizar para melhorar-se e superar o problema que despoletou toda a es calada de negatividade.

Ficar atento ao se sentir fracassado; pois fracasso e sucesso andam de mãos dadas. Portanto, o fracasso faz parte do nosso processo de crescimento e desenvolvimento pessoal. Umas das formas de aprendizagem é por tentativa e erro, logo o fracasso é algo inevitável.

O fracasso é uma condição da vida. Não saber lidar com o fracasso ou falha é suprimir e não retirar vantagem desse processo natural de aprendizagem. Usual mente o fracasso torna-se destrutivo sempre que o interpretamos como um ataque ao nosso ego. Quando nos sentimos diminuí dos, frustrados ou sem valor. É preciso buscar aprender com a experiência e perceber que o que figura como um fracasso que vem para diminui-lo, são apenas resultados de uma ação e que é algo momentâneo, o resultado é algo da pratica não deixe que pequenos fracassos atuem como se fizessem parte de si ou daquilo que você representa.

Não quero dizer com isto que não deve fazer uma avaliação crítica, aquilo que não consegue atingir ou que correu mal na sua vida, nada disso. O que pretendo dizer é que o fracasso não tem de ser necessariamente avaliado como um ataque ao seu ego. Uma forma mais construtiva de avaliar aos fracassos e/ou falhas é através de um distanciamento saudável. Avaliando os seus passos, ações, estratégias e até mesmo algumas das suas atitudes, mas sempre numa perspectiva construtiva. Ou seja, fazer essa avaliação tendo sempre presente o aspecto positivo de superar-se numa próxima oportunidade.

A antítese do fracasso é o perfeccionismo. É o medo do fracasso levado ao extremo, não um fracasso tradicional de não cumprir objetivos de vida, como objetivos pessoais, desportivos ou profissionais, mas sim a obsessão de fracassar consigo mesmo na grande maioria das tarefas que realiza, sejam prioritárias ou não.

É como se em tudo que a pessoa faz tivesse de ser “perfeito” e tudo o que faça que seja menor que a suposta perfeição é considerado uma derrota pessoal. Isto é um grande engano nada de perfeição, busque fazer o seu melhor, não tente brincar de Deus pois só a ele cabe a perfeição.

Digo-lhe que você tem em si mesmo recursos que podem conduzi-lo a sair desse momento ruim de sua vida. Se você tem lido nossa mini série desde o inicio e chegou até aqui certamente já sabe a que recursos me refiro, e já sabe como pode usá-los a seu favor.

Portanto caia na real ELE VE-SE, a necessidade de elevar a nós mesmos surge ao longo da vida e sempre em períodos conturbados. A dificuldade leva-nos a buscar nossa força interior a despertar em nós forças que até então estavam adormecidas.

A dificuldade indica o caminho da promoção à elevação. “O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas” – Salmo 34:19 Até a próxima semana!!

Eliana Pereira Ignacio é Psicóloga, formada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica – com ênfase em Intervenções Psicossociais e Psicoterapêuticas no Campo da Saúde e na Área Jurídica; especializada em Dependência Química pela UNIFESP Escola Paulista de Medicina em São Paulo Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, entre outras qualifi cações. Mora em Massachusetts e dá aula na Dardah University. Para interagir com Eliana envie um e-mail para epignacio_vo@hotmail.com ou info@jornaldossportsusa.com

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