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Local - Saúde - 3 semanas atrás

Pais superprotetores: os riscos de não deixar o filho crescer

A maioria das pessoas desenvolve um comportamento protetor para cuidar de quem elas amam. Em especial as mães, pois elas podem ser superprotetoras em relação aos filhos. Mas este comportamento pode ser algo prejudicial aos filhos.

Por: Eliana Pereira Ignacio –
Olá, meus caros leitores hoje início com a afirmação: Saber dosar os cuidados e carinhos sem ser superprotetor é um desafio para todos os pais.

O importante é perceber que querer que seu filho seja feliz e fique seguro não é o mesmo que evitar que ele passe por qualquer dificuldade ou frustração. Também é necessário deixar que ele passe por situações assim para que aprenda o que fazer. A psicóloga e escritora Olga Tessari afirma que “a superproteção acontece quando os pais impedem o desenvolvimento pleno por medo do sofrimento”. Ou seja, o medo de que o filho possa passar por dificuldades, violências ou outros problemas faz com que o monitoramento seja constante e, muitas vezes, impede que a criança aprenda a se defender.

A maioria das pessoas desenvolve um comportamento protetor para cuidar de quem elas amam. Em especial as mães, pois elas podem ser superprotetoras em relação aos filhos. Mas este comportamento pode ser algo prejudicial aos filhos.

E possível afirmar que a princípio, a superproteção é insegurança dos pais manifestada em relação à independência dos filhos. Os pais superprotetores acreditam que devem fazer tudo por seus filhos, pois pensam que as crianças são incapazes. Dessa forma, os pais subestimam as capacidades e independência dos filhos.

O desejo dos adultos de proteger os seus filhos e dependentes é algo normal. Afinal, pais amorosos devem zelar pela educação e segurança das suas crianças. Entretanto, a superproteção dos pais retira das crianças responsabilidades importantes para o crescimento delas. Ainda que não falem, os pais ensinam aos filhos por meio do próprio comportamento.

Como resultado, as crianças não desenvolvem a habilidade de acreditar no próprio potencial. Além disso, a superproteção dos pais afeta de forma negativa as habilidades motoras e a saúde das crianças. Por exemplo, os bebês que não engatinham demoram mais para andar e não fortalecem as defesas imunológicas como precisam. Muitos pais talvez não entendam como proteger demais os filhos prejudica o crescimento deles.

Em suma as consequências do comportamento de pais superprotetores são variadas. Do ponto de vista psicológico, de acordo com estudos, as crianças podem crescer com medo do novo, com dificuldades de se relacionar e fazer novos amigos, com falta de iniciativa e isolamento. Esse tipo de proteção também pode passar a mensagem de que a criança não é capaz de resolver seus problemas sozinhos, sempre dependendo dos pais para resolvê-los.

A possibilidade do erro os paralisa, impedindo que tentem lidar com essas situações sem a ajuda dos pais. E importante salientar que: “O erros fazem parte da vida! Aprender com eles é fundamental para o crescimento e desenvolvimento humano”. Além disso, estudos apontam que esse tipo de comportamento dos pais aumenta o risco de a criança se sentir incompetente, sofrer com depressão e ter ansiedade – sintomas que podem surgir mesmo no futuro, quando a criança já for adulta.

Uma pesquisa feita no Reino Unido envolvendo 200 crianças, mostrou que a superproteção também aumenta o risco de bullying. Nada é mais natural do que o desejo de proteger seu filho. Não é algo apenas social, mas também biológico. Saber dosar os cuidados e carinhos sem ser superprotetor é um desafio para todos os pais. O importante é perceber que querer que seu filho seja feliz e fique seguro não é o mesmo que evitar que ele passe por qualquer dificuldade ou frustração. Também é necessário deixar que ele passe por situações assim para que aprenda o que fazer.

A psicóloga e escritora Olga Tessari afirma que “a superproteção acontece quando os pais impedem o desenvolvimento pleno por medo do sofrimento”. Ou seja, o medo de que o filho possa passar por dificuldades, violências ou outros problemas faz com que o monitoramento seja constante e, muitas vezes, impede que a criança aprenda a lidar sozinha com momentos difíceis. Porém, é importante encontrar a dose certa e deixar que seu filho passe por todo tipo de experiência.

Mesmo que esse seja um processo difícil, você deve buscar todo tipo de ajuda para tentar; pois filhos superprotegidos não vivenciam experiências importantes para o seu desenvolvimento. Ademais, as crianças não desenvolvem autoestima, pois elas não conseguem confiar em si mesmas.

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela Salmo 127.1. Até a próxima semana!!!

Eliana Pereira Ignacio é Psicóloga, formada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica – com ênfase em Intervenções Psicossociais e Psicoterapêuticas no Campo da Saúde e na Área Jurídica; especializada em Dependência Química pela UNIFESP Escola Paulista de Medicina em São Paulo Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, entre outras qualifi cações. Mora em Massachusetts e dá aula na Dardah University. Para interagir com Eliana envie um e-mail para epignacio_vo@hotmail.com ou info@jornaldossportsusa.com

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