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Cultura - Local - 10/22/2020

Mulher de 57 anos que foi demitida por ser ‘velha’, é indenizada nos EUA

EFE – Os donos de dois supermercados no condado de Palm Beach, no sul da Flórida, deverão pagar US$ 20 mil de indenização a uma funcionária hispânica de 57 anos que foi demitida por ser “velha” e substituída por outra mulher 20 anos mais jovem.

A indenização é resultado de um acordo após um processo por discriminação movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego, segundo a qual Ángela Guerrero, de 57 anos, foi demitida do Jumbo Supermarket em 2017 pelo supervisor, Felipe Peralta, que a chamou de “velha senhora”.

Guerrero trabalhava como gerente de cozinha e responsável, entre outras coisas, pela contratação nas áreas de cafeteria e cozinha, segundo o jornal The Miami Herald.

O superior direto de Guerrero era Julio Pérez, que foi transferido para outro estabelecimento, localizado na mesma rua, e substituído por Peralta.

De acordo com o processo, um dia, Guerrero chegou ao trabalho e descobriu que suas funções estavam sendo desempenhadas por outra pessoa 20 anos mais jovem.

Peralta a levou ao seu escritório, a chamou de “velha senhora” e pediu para que tirasse o uniforme porque estava na hora de ela descansar, a menos que ela quisesse trabalhar com a substituta por menos dinheiro.

A empresa M1 5100, proprietária do Jumbo Supermarket, negou que o supervisor tenha dito à mulher que estava na “hora de ela descansar“.

Guerrero pôde retornar ao trabalho sob a supervisão de Pérez no outro local, onde ela durou menos de um ano, pois Peralta substituiu o primeiro supervisor da funcionária. Em março de 2017, e sem aviso prévio, Peralta demitiu novamente Guerrero e a substituiu por uma mulher 20 anos mais jovem.

Segundo o processo, o supervisor disse à mulher que ela tinha que “dar oportunidades a pessoas novas“: “Velha senhora, o que você está procurando aqui? Está na hora de você descansar“, acrescentou.

O processo alega também que, em um primeiro rascunho da carta de demissão, que foi escrita em inglês e que Guerrero se recusou a assinar, indicou seu mau desempenho como motivo para a demissão. Uma segunda carta, escrita em inglês e espanhol, não fez nenhuma menção ao desempenho.

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