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Internacional - Política - 01/26/2022

Rússia não tem tropas suficientes na região para ‘ofensiva em larga escala’, afirma Ucrânia

JSNEWS – A Rússia não acumulou tropas suficientes na fronteira ucraniana para iniciar uma “ofensiva em larga escala”, sugeriu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia.

Os comentários de Dmytro Kuleba na quarta-feira ocorrem em meio a crescentes temores no oeste de que o Kremlin possa usar os 127.000 soldados que já posicionou perto do território para lançar uma invasão.

Apesar dessas preocupações, Kuleba disse: “Ainda estão faltando alguns elementos e sistemas militares importantes para montar uma grande ofensiva em grande escala”. O ministro das Relações Exteriores acrescentou que a intenção da Rússia era desestabilizar seu país “espalhando o pânico, aumentando a pressão sobre o sistema financeiro da Ucrânia e lançando ataques cibernéticos”.

Tais palavras ecoam o pedido de calma feito pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. “Proteja seu corpo de vírus, seu cérebro de mentiras, seu coração de pânico”, disse ele em um discurso televisionado na terça-feira. O líder ucraniano acrescentou que a nação é “forte o suficiente para manter tudo sob controle e inviabilizar qualquer tentativa de desestabilização”.

Mais armas ocidentais chegaram à Ucrânia para apoiá-la no caso de um conflito potencial, enquanto as negociações diplomáticas para impedir a Rússia de fazer uma incursão militar continuam.

Autoridades da Rússia, Ucrânia, França e Alemanha se reuniram em Paris para conversas na quarta-feira, quando jatos F-15 americanos chegaram à Estônia para reforçar as defesas da Otan no Báltico. Os EUA também disseram que estão preparados para enviar 8.500 soldados para a área.

A Alemanha, que tem sido criticada por não fazer mais para ajudar a Ucrânia, anunciou na quarta-feira que enviará 5.000 capacetes para soldados ucranianos, um gesto descrito por Vitali Klitschko, prefeito de Kiev, como uma “brincadeira”. A falta de apoio significativo de Berlim constitui uma “traição de amigos em uma situação dramática”, acrescentou.

Também nessa quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou o Ocidente que Moscou tomaria “as medidas de retaliação necessárias” se provocada, enquanto afirmava que o Ocidente estava tomando um “curso agressivo”.

O Kremlin quer que a Otan prometa que a Ucrânia nunca fará parte da aliança, uma estipulação que a organização repetidamente se recusou a considerar.

Com o espectro da guerra pairando sobre a Europa e a possibilidade de “a maior invasão desde a Segunda Guerra Mundial”, o presidente dos EUA, Joe Biden, reiterou na terça-feira que a Rússia seria atingida por sançõesenormes” se suas tropas atacarem a Ucrânia.

Tanto o Reino Unido quanto os EUA também ameaçaram punir pessoalmente o presidente russo Vladimir Putin se ele optar por invadir a Ucrânia, como fez em 2014, quando anexou a Crimeia.

Os Estados Unidos raramente tomam tal ação contra líderes de outros países, embora as exceções incluam aquelas dirigidas contra Nicolás Maduro, da Venezuela, e Bashar al-Assad, da Síria, nos últimos anos.

A perspectiva de sancionar o presidente russo também foi levantada pelo governo britânico, com a secretária de Relações Exteriores Liz Truss dizendo que os ministros “não estão descartando nada”.

O Kremlin rejeitou essa sugestão na quarta-feira, observando que o presidente Putin e seus aliados não têm ativos no Ocidente. Eles alertaram, no entanto, que a medida seria “politicamente destrutiva” para as relações de outros países com a Rússia.

Reportagem adicional da Reuters

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