Home Imigração DHS desenvolve cães robôs para apoiar seus agentes na vigilância da fronteira mexicana

DHS desenvolve cães robôs para apoiar seus agentes na vigilância da fronteira mexicana

O objetivo é fazer uso da tecnologia para multiplicar a presença do CBP, bem como reduzir a exposição humana a riscos mortais.

JSNEWS – O governo dos EUA está desenvolvendo “cães robôs” com o objetivo de dar apoio aos agentes da U.S. Customs and Border Protection (CBP) na vigilância da perigosa e inóspita fronteira com o México.

“O sudoeste americano é uma região que combina uma paisagem acidentada, temperaturas extremas e ameaças não ambientais que podem criar obstáculos para aqueles que patrulham a fronteira”, informou a Diretoria de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Interna (DHS), em um comunicado nessa quarta-feira,2.

A fronteira sul pode ser um lugar inóspito para homens e animais, e é exatamente por isso que uma máquina pode se destacar lá”, disse Brenda Long, gerente de programas da S&T. Ela explicou que este programa se concentra em Veículos Automatizados de Vigilância Terrestre (AGSVs), essencialmente, “cães robôs”.

O objetivo é fazer uso da tecnologia para multiplicar a presença do CBP, bem como reduzir a exposição humana a riscos mortais.

A S&T disse que a CBP originalmente expressou interesse em um “drone quadrúpede”, e Long começou a trabalhar nisso.

O programa AGSV colaborou com a empresa Ghost Robotics, que desenvolve sistemas robóticos avançados, que viram uma oportunidade de redesenhar seu cão robô para se adequar à missão da CBP.

Gavin Kenneally, diretor de produto da Ghost Robotics, disse que o cão robô que pesa 45 quilos, “foi criado exatamente para o tipo de trabalho que a agência exige”.

“É um robô quadrúpede robusto. Ele atravessa todos os tipos de terrenos naturais, incluindo areia, rochas e colinas, bem como ambientes feitos pelo homem, como escadas”, disse ele.

S&T, CBP e Ghost Robotics trabalharam por dois anos e meio nas especificações, desenvolvimento e testes e simulações em cenários realistas.

A equipe avaliou a integração de diferentes câmeras, sensores e rádios aos robôs, bem como a possibilidade de controlá-los a partir de um laptop ou de um controle remoto manual.

“Depois de concluir com sucesso os testes, que confirmaram suas habilidades no mundo real, o trabalho com o cão robô continuará com o S&T na vanguarda. Portanto, não será surpresa ver no futuro um cachorro robótico caminhando lado a lado com agentes do CBP”, concluiu o comunicado do DHS.

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