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Imigração - 01/11/2019

Mais de 50 mil imigrantes foram ais de 50 mil imigrantes foram detidos na fronteira em dezembro

Número de imigrantes ilegais retidos ou impedidos de entrar no país cresce pelo terceiro mês enquanto governo federal segue parcialmente paralisado em razão da disputa do presidente Donald Trump com democratas sobre verbas para muro fronteiriço

O número de imigrantes que cruzam ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos cresceu em dezembro pelo terceiro mês seguindo, com mais de 50 mil pessoas detidas, informou a agência U.S. Customs and Border Protection (CBP).

Também houve aumento no número de famílias que tentam entrar no país. Enquanto o governo federal segue parcialmente paralisado em razão da disputa do presidente Donald Trump com os democratas sobre as verbas para a construção de um muro fronteiriço, o CBP afirmou que prendeu 50.753 pessoas que entraram ilegalmente no país em dezembro.

Outras 10.029 pessoas foram impedidas de entrar nos pontos oficiais de controle fronteiriço porque não tinham a documentação necessária. Esses números são similares aos de outubro, quando o número de imigrantes ilegal disparou em comparação com os primeiros meses de 2018, mas estão um pouco abaixo das 62.456 pessoas detidas e bloqueadas na fronteira em novembro.

Os números destes últimos três meses são as mais elevadas deve que houve um breve aumento repentino em 2014. E as pessoas que chegam em família representam mais da metade deste total- em dezembro, 4.766 famílias de imigrantes tentaram entrar nos EUA. De acordo com a CBP, 96% dessas famílias eram dos países pobres do chamado Triângulo Norte da América Central: Guatemala, Honduras e El Salvador. A maioria deles busca asilo e fogem da pobreza e da violência generalizada em seus países.

No passado, as prisões de imigrantes sem documentos se concentravam em homens mexicanos que migravam sozinhos em busca de trabalho e que poderiam ser facilmente deportados para seus países. Hoje, no entanto, as famílias que chegam da América Central muitas vezes fazem um pedido de asilo, o que impede sua expulsão até que seu caso seja estudado.

Políticos americanos reconhecem que a falta de meios sufi cientes para acolher essas famílias e tratar seus casos pode causar uma crise humanitária na fronteira. Trump, por sua vez, diz que há também uma ‘crise de segurança’ e garante que criminosos e terroristas se escondem nesse fluxo de imigrantes.

TRUMP NA FRONTEIRA

O presidente Donald Trump, visitou, na quinta-feira, 10, a fronteira dos Estados Unidos com o México. Foi mais uma tentativa de pressionar os opositores democratas a aceitarem a construção do muro que ele prometeu na campanha eleitoral. Ao embarcar para Mcallen, no Texas, o presidente deu sinais de que pode declarar emergência nacional pra conseguir a verba pra construir o muro na fronteira com o México sem a autorização do Congresso: “Ou eu vou vencer fazendo um acordo – porque assim todos venceriam – ou vou declarar emergência nacional”.

O presidente negou que tenha prometido que o México pagaria pelo muro: “Obviamente nunca disse isso e nunca quis dizer que eles iam assinar um cheque. Eles vão pagar com o incrível acordo comercial que fizemos com o México e o Canadá”. Mas, durante a campanha, isso não ficou claro. Trump foi recebido na cidade de Mcallen, no Texas, por agentes da fronteira e se reuniu com parentes de vítimas de crimes cometidos por imigrantes em situação ilegal.

Enquanto Trump visitava a região, na capital, Washington, funcionários federais faziam um protesto contra o fechamento do governo. 800 mil pessoas estão sem salários. Trump afirma que só vai assinar o orçamento se os democratas liberarem quase US$ 6 bilhões pra construir o muro.

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