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Imigração - 09/21/2018

Mais de 11 mil menores que atravessaram a fronteira estão em custódia

De janeiro a setembro deste ano, mais de 11.254 crianças estrangeiras foram colocadas sob custódia de famílias nos Estados Unidos, após tentarem, sozinhas ou acompanhadas, entrar ilegalmente no país, informaram as autoridades norte-americanas. A estimativa foi divulgada pelo Senado. O Department of Health and Human Services (HHS) calcula que o destino de 1.488 crianças ainda seja desconhecido.

Essas 1.488 crianças são aquelas que o departamento são conseguiu contatar entre 1º de abril e 30 de junho. Para o Senado norte-americano, as crianças consideradas “perdidas” são as que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos não dispõe de registro do local ou das famílias para as quais foram enviadas.

Há ainda informações de crianças detidas sozinhas, na fronteira com o México, e de outras acompanhadas dos pais, presos em território norte-americano, em conseqüência da política de “tolerância zero” para imigração ilegal do governo de Donald Trump. As famílias chamadas de “patrocinadoras” acolhem os menores, após sua permanência temporária em abrigos.

Em centenas de casos, os responsáveis legais são deportados e as crianças permanecem nos Estados Unidos. Proposta Uma comissão bipartidária do Senado defende que o governo deve esclarecer a situação das crianças, fi lhas dos imigrantes deportados, e garantir a segurança delas. Para isso, propõe um projeto denominado Lei de Responsabilidade por Menores Desacompanhados.

Apresentado na quarta-feira, 19, o projeto pretende acrescentar 225 juízes de imigração para reduzir o atraso na análise desses processos. Também recomenda que os designados para custódia tenham fiscalização constante do governo para verificar as condições nas quais as crianças estão expostas.

Estudo do HHS mostra que, desde 2014, mais de 135 mil crianças e adolescentes desacompanhados foram colocados sob custódia de adultos nos Estados Unidos, além de outros que aguardavam as audiências de imigração.

Outro lado Após a divulgação do estudo do Senado, o HHS divulgou comunicado em que negou que crianças estejam “perdidas”. “O que acontece geralmente é que os adultos patrocinadores geralmente são membros da família que, simplesmente, não responderam ou não puderam ser contactados quando foram convocados para levar as crianças às audiências”, disse a porta-voz do departamento, Caitlin Oakey. De acordo com a porta-voz, os adultos que integram o projeto de acolhimento das crianças e dos adolescentes passaram por uma verificação de antecedentes criminais e capacidade financeira para prover as crianças.

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