A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou hoje (10) que o número de pessoas que estão fugindo de Nicarágua está aumentando de forma “exponencial” como consequência da crise neste país.

Ao inaugurar a última sessão ordinária do ano do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Bachelet pediu a este órgão que reforce sua vigilância sobre o país centro-americano. “Enquanto isso, nós vamos continuar documentando as violações dos direitos humanos na Nicarágua.”

Desde 18 de abril, foi deflagrada uma onda de protestos na Nicarágua que se transformou em uma crise política, econômica e social. Manifestantes protestam contra o governo do presidente Daniel Ortega, acusado de repressão, violência e perseguição política.

A estimativa é que 448 pessoas morreram, há ainda feridos e desaparecidos. A estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos, foi morta na capital nicaraguanse e até hoje não há explicações para o assassinato. Em agosto, a documentarista brasileira Emilia Melo foi deportada da Nicarágua quando se preparava para registrar os protestos.

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