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Imigração - Massacre - Novo Normal - 2 semanas atrás

Abandonadas por traficantes de imigrantes, mãe e filha morrem no deserto do Arizona

A mulher cruzou a fronteira do México com os Estado Unidos ilegalmente com a intenção de encontrar o marido que vive na Califórnia

JSNEWS – Uma ligação para o serviço de emergência 911 revelou os últimos momentos da vida de uma imigrante colombiana que morreu no deserto do Arizona com sua filha de 11 anos, uma outra criança de dois anos de idade conseguiu sobreviver. A mulher cruzou a fronteira do México com os Estado Unidos ilegalmente com a intenção de encontrar o marido que vive na Califórnia.

Claudia Marcela P., ligou para o 911 da região de Yuma, no estado do Arizona para pedir ajuda.
“Quantas pessoas estão com você?”, questiona a operadora do 911.
“Duas crianças, por favor me ajudem, vou desmaiar”, responde a imigrante já desorientada e castigada com o calor do deserto.
“Mamãe, estou com fome”, ouve-se um dos menores dizendo ao fundo.

A bateria de seu celular acabou no deserto do Arizona
A operadora do sistema enviou uma mensagem no WhatsApp para a mulher solicitando que ela compartilhasse sua localização. Mas a ligação durou apenas alguns segundos porque a bateria do celular acabou.

Os agentes da Patrulha de Fronteira (CBP) encontrou a imigrante e sua filha mortas e uma outra criança de dois anos de idade, filho da colombiana, estava ao lado do corpo da mãe e foi transferido para um hospital do Arizona.

As vítimas morreram devido às altas temperaturas naquela área desértica. A mãe e os filhos foram abandonados pelos traficantes de imigrantes (coiotes) que deveriam guia-las pela fronteira.

Em entrevista a uma Radio Colombiana, Yeni Acevedo, primo de Claudia Marcela, disse que ela deixou o aeroporto de Bogotá, no dia 21 de agosto, com destino ao México e na manhã terça-feira,24, eles viajaram para Tijuana de avião e, no mesmo dia, forma por terra até Mexicali, onde um coiote os levaria até a fronteira.

O pai das crianças, que vive na Califórnia, pediu às autoridades colombianas nos Estados Unidos que o ajudassem a transportar os corpos de seus entes queridos para sua Colômbia natal.

O menino que sobreviveu, permanecerá sob custódia das autoridades de imigração em um centro para menores na Califórnia até que seja decidido se ele ficará com um parente nos Estados Unidos ou se retornará à Colômbia.

Para que o menino seja entregue ao pai, é necessário realizar um teste de DNA

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