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EUA - 06/01/2020

Suspensão de vôos entre Brasil e USA terá impacto ainda maior na Flórida

Carlos Borges

A Flórida é uma região do mundo onde a economia é especialmente sensível ao dinheiro brasileiro. Além de ser, há décadas, o maior parceiro comercial do estado norte-americano, o Brasil é o terceiro maior emissor de turistas estrangeiros para a região, perdendo apenas para canadenses e britânicos. Por isso a decisão de impedir vôos comerciais de passageiros entre Brasil e Estados Unidos levou muito mais tempo do que se imaginava.

O interesse econômico falou mais alto e, de certa forma, é até compreensível que tenha sido assim. O Governador Di Sanctis, mega aliado de Trump, tentou evitar a medida até onde não deu mais… A suspensão dos vôos originários do Brasil e de todos os passageiros que tenham vindo do Brasil – ainda que passando pelas inúmeras escalas possíveis – pode ser uma medida necessária, mas também é mais um golpe em diversos segmentos floridianos.

Sem falar na “economia do turismo brasileiro” que é o eixo da vida de milhares de brasileiros e centenas de empresas na Central Flórida, há outro elemento indissociável. Aqui vivem – Segundo estimativas do Itamaraty e do Governo da Flórida – cerca de 350.000 brasileiros. O “tráfego” de pessoas viajando entre Flórida e Brasil é sem paralelo em termos de Brasil no mundo.

Até recentemente (antes das atuais crises, econômica e pandêmica) quem quisesse viajar entre Flórida e Brasil dispunha, de nada menos que 31 alternativas diárias. Graças aos vôos diretos ou com conexões das empresas Latam, Gol, Azul, American, United, Delta, Mexicana, Copa, Avianca, Aerolineas Argentinas e Boliviana. Uma “ponte- -aérea” de bilhões de dólares anuais. Claro que a medida do governo norte-americano afeta as demais rotas entre USA e Brasil.

Afinal, há uma considerável quantidade de voos entre Brasil e Dallas, Chicago, Houston, Washington DC, New York, Newark, Boston e Los Angeles. Mas a soma de todos esses vôos não chega a um terço das frequências entre as cidades da Flórida – Miami, Fort Lauderdale e Orlando – conectadas diariamente com cidades Brasileiras.

A remoção dessas restrições pode demorar mais do que muitos gostariam. O Brasil parece ainda longe de conter o COVID-19 Para o universo de pessoas diretamente afetadas por esta restrição, resta se resignar e esperar por notícias mais animadoras.

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