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EUA - 06/28/2019

Suprema Corte bloqueia pergunta sobre cidadania no Censo 2020

A Suprema Corte decidiu bloquear na quinta-feira, 27, a pergunta sobre a cidadania em questionário do Censo 2020, para levantamento populacional dos Estados Unidos. A proposta era incluir a pergunta que não era feita desde 1950, se o entrevistado era ou não cidadão americano, mas foi descartada pelos juízes em votação apertada, por 5 votos a 4

A decisão está sendo vista como uma derrota para o presidente Donald Trump, que era a favor da inclusão dessa pergunta. O chefe da Suprema Corte, John Roberts, alegou que as explicações dadas pelo Departamento de Comércio para inclusão da pergunta não eram satisfatórias.

O departamento pediu às autoridades que acrescentassem a questão da cidadania, alegando que ela seria útil para o levantamento de dados mais precisos sobre a população em idade de votar. Os defensores dizem que esta é uma questão de senso comum que simplesmente faz sentido perguntar, mas os juízes discordaram.

“Se a revisão judicial é mais do que um ritual vazio, deve exigir algo melhor do que a explicação oferecida para a ação tomada neste caso”, disse o juiz John Roberts. Os dados obtidos com o Censo 2020 serão utilizados para melhor empregar os recursos públicos e para determinar, para os próximos dez anos, quantos votos cada Colégio Eleitoral tem nos estados, que serão contados a partir das eleições de 2024.

Oponentes à inclusão da pergunta alegam que a questão só serviria para intimidar imigrantes indocumentados, que se recusariam a responder às perguntas. Para o presidente Trump, a não inclusão da pergunta faz com que o Censo seja “sem sentido”. “Vocês acreditam que os Democratas da esquerda radical querem fazer o nosso novo e muito importante Censo sem a importantíssima questão da cidadania?

O relatório seria sem sentido e um desperdício bilhões (ridículo)”, escreveu Trump no Twitter em abril. O U.S. Census Bureau mostrou que adicionar uma questão de cidadania muitas vezes leva as pessoas em famílias com imigrantes, incluindo os cidadãos dos EUA, a simplesmente não preencher o formulário do censo. Isso poderia resultar em uma contagem que não é apenas substancial, mas desigual, de acordo com especialistas e atinge principalmente áreas urbanas onde vivem grupos de imigrantes, deixando áreas rurais, principalmente brancas, pouco afetadas.

A Procuradora Geral do Estado de Massachusetts Maura Healey divulgou na quinta-feira, uma declaração afirmando uma decisão anterior – em favor de seu gabinete – do Tribunal Distrital dos EUA no Distrito Sul de New York que descobriu que a Administração Trump agiu ilegalmente ao acrescentar uma pergunta sobre cidadania no Censo 2020.

“A decisão de hoje é uma vitória para nossas comunidades, nosso estado e nossa democracia. Isso ajudará a proteger nossa representação no governo, bem como bilhões de dólares em ajuda federal que apóiam a educação, a assistência médica e outras prioridades.

Estou ansiosa para trabalhar com nossos parceiros para garantir que todos sejam contados e continuar a nossa luta contra os ataques do governo Trump ao estado de direito e às nossas comunidades de imigrantes”, disse a procuradora Healey.

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