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EUA - 2 semanas atrás

Ex-advogado de Trump se declara culpado por ter mentido no Congresso

Michael Cohen, que foi o advogado pessoal de Donald Trump e um de seus mais próximos conselheiros durante mais de dez anos, se declarou culpado nesta quinta-feira de mentir diante do Congresso em seus depoimentos para a investigação federal sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016

O ex-advogado de Donald Trump, Michael Cohen, se declarou culpado na quinta-feira, 29, de ter prestado declarações falsas ao Congresso no âmbito das investigações sobre a interferência e nas eleições de 2016. Durante audiência em uma corte federal em Manhattan, em New York, Cohen afirmou que mentiu aos comitês de inteligência da Câmara e do Senado em 2017 sobre um projeto imobiliário que a Organização Trump buscava construir em Moscou.

A versão inicial era de que o presidente tentou levar o projeto adiante durante a temporada de primárias do último pleito presidencial, mas que havia desistido da empreitada em 2016 por “uma variedade de razões comerciais”. Mas as negociações continuaram até junho daquele ano. Esse é um dos focos da investigação do procurador especial Robert Mueller.

“Eu fiz essas declarações incorretas para serem consistentes com a mensagem política do indivíduo 1 e em lealdade ao indivíduo 1”, afirmou na corte durante a manhã, referindo-se a Trump. O réu não falou com a imprensa ao sair do local.

O ex-advogado do republicano já havia se declarado culpado de oito acusações criminais em agosto, entre elas de violação de regras de financiamento de campanha, evasão fiscal e fraude bancária. A acusação relacionada à campanha diz respeito a compra do silêncio da ex-atriz pornô Stormy Daniels e da ex-modelo da Playboy Karen McDougal, que teriam se relacionado sexualmente com Trump.

Ao se declarar culpado e continuar a cooperar com a equipe de Mueller, o ex-advogado sinaliza que espera receber uma sentença mais branda pelos crimes dos quais é acusado. A sentença sobre as violações admitidas em agosto será revelada em 12 de dezembro. Durante a tarde, Trump acusou Cohen de ser uma “pessoa fraca” e de estar “inventando essa história” para conseguir reduzir a sua sentença. Disse, porém, que, mesmo que fosse verdade, “não importa”.

“Eu podia fazer o que quisesse durante a campanha. Eu estava tocando o meu negócio, um monte de coisas diferentes durante a campanha”, afirmou. “Todos sabem sobre o acordo. Eu não estava tentando esconder nada”, acrescentou. O republicano negou repetidas vezes durante a campanha que estivesse mantendo negociações com a Rússia. Em julho de 2016, escreveu em uma rede social que tinha “ZERO investimentos” no país.

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