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Biden - EUA - Internacional - Local - 11/05/2021

Emprego se recupera nos EUA, mas falta de mão de obra continua

Foram criados 531.000 postos de trabalho no mês passado e a taxa de desemprego caiu para 4,6%, informou o governo nesta sexta-feira (5).

AFP – O mercado de trabalho se recuperou nos Estados Unidos em outubro, após a onda da variante delta do coronavírus e apesar de uma persistente falta de mão de obra.

Foram criados 531.000 postos de trabalho no mês passado e a taxa de desemprego caiu para 4,6%, informou o governo nesta sexta-feira (5).

O resultado é muito melhor do que a média de 400 mil empregos esperada pelos analistas.

“O crescimento do emprego foi generalizado”, disse o Departamento do Trabalho em seu comunicado.

Várias atividades somaram postos ao mercado de trabalho americano em outubro, mas o aumento foi particularmente forte nos setores de lazer e hotelaria, de serviços profissionais e comerciais, na indústria manufatureira, assim como no de transporte e armazenamento.

Depois de superar 1 milhão em junho e julho, a criação de empregos diminuiu, por causa do avanço da variante delta do coronavírus.

Em agosto, foram criados 483.000 vagas e, em setembro, 312.000, conforme dados revisados para cima e também divulgados nesta sexta-feira.

– Disparidade –

Desde maio de 2020, 18,2 milhões de empregos foram criados nos Estados Unidos, mas ainda há 4,2 milhões para preencher a lacuna deixada pela pandemia em um mercado de trabalho que atingiu seu melhor recorde.

No entanto, essa melhora geral oculta grandes disparidades: a taxa de desemprego dos trabalhadores negros é o dobro (7,9%) da dos brancos (4%).

Esses números são divulgados enquanto a Câmara dos Deputados se reúne nesta sexta-feira para votar dois planos de investimentos promovidos pelo governo Joe Biden, no valor total de cerca de 3 trilhões de dólares e que o presidente espera que garantirá crescimento e empregos.

Paradoxalmente, os empregadores lutam para conseguir funcionários, por falta de candidatos em milhões de vagas em restaurantes, armazéns, serviços de entrega, fábricas ou creches.

Desde o início da pandemia, esse fenômeno se instalou nos Estados Unidos. Muitas pessoas temem por sua saúde ou experimentam problemas persistentes para cuidar de seus filhos.

A taxa de atividade, ou seja, o percentual de pessoas que trabalham ou procuram emprego entre a população economicamente ativa, era de 63,3% antes da crise, mas agora estagnou em 61,6%. Um dirigente do Federal Reserve (Fed) alertou recentemente que é “improvável” que essa taxa volte ao nível anterior à pandemia.

Os colaboradores têm uma certa vantagem neste contexto e muitos despedem-se dos seus empregos, num fenômeno conhecido como “a grande demissão”, uma alusão ao “grande confinamento” da pandemia, ou a “grande recessão” de 2008-2009, e até mesmo a “grande depressão” da década de 1930. As demissões atingiram níveis recordes neste verão.

– Salários sobem –

Diante da escassez de mão de obra, os empregadores precisam competir com aumentos salariais, bônus de contratação, seguro saúde e até horários flexíveis.

A média da remuneração por hora no setor privado aumentou 4,9% no acumulado em 12 meses até outubro, para US $ 30,96.

Ian Shepherdson, economista da Pantheon Macroeconomics, espera mais de um milhão de novos empregos entre novembro e dezembro “se a taxa de participação (dos trabalhadores no mercado de trabalho) aumentar”.

A retomada das aulas em setembro, que liberaria principalmente as mulheres após um ano e meio de aulas virtuais e o término, em 6 de setembro, dos mais generosos benefícios de desemprego sugeriam alta uma demanda dos trabalhadores.

Mas “não parece ter sido o caso”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, na quarta-feira.

As pessoas “deixam seus empregos em números recordes, mas em muitos casos voltam a trabalhar e recebem salários mais altos” em outra empresa, concluiu.

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