AP – Em 1º de fevereiro de 2018, o norte-americano Lee Robert Miller saiu de sua casa em Boise, no estado de Idaho, para fumar um cigarro. Depois que terminou, ele jogou a bituca no jardim e foi embora.

Miller nem desconfiava que fornecera a prova que o ligava a um assassinato cometido 26 anos atrás. Na última quarta-feira (2), Miller foi preso pelo assassinato de uma mulher em 1992 e é suspeito por outro, ocorrido em 1994.

As duas cenas de crime forneceram amostras de DNA, coletadas quando as técnicas de análise ainda eram muito primitivas. Com o avanço das técnicas e muita persistência dos policiais, Miller pode enfim ser responsabilizado.

Nome no arquivo

Quando a morte de Marilyn Hickey foi investigada em 1992, Lee Miller era apenas um nome no arquivo. Segundo os registros, os policiais não chegaram a conversar com ele, mesmo com o fato de seu nome estar anotado em um pedaço de papel encontrado na casa da vítima.

Eles não sabiam que ele era o homem ruivo que foi visto com Marilyn em um bar de sinuca em Bremerton, no estado vizinho de Washington, na noite em que ela morreu, em 8 de setembro daquele ano. Lee e a vítima estavam juntos com alguma frequência no local.

Alguns dias depois, Marilyn foi encontrada morta em casa, seminua e estrangulada na sala. Uma amostra de sêmen, coletada dentro do imóvel, seria a chave para solucionar o crime, mais de duas décadas depois.

Casos semelhantes

Em 2017, o detetive Martin Garland, da polícia de Bromard, começou a trabalhar em alguns casos antigos que estavam em aberto, como o de Marilyn. Ele entrou em contato com um colega em Boise, que tinha um problema parecido: a morte de uma mulher de 47 anos, Cheryle Barratt, que jamais havia sido esclarecida.

Assim como no caso de Marilyn, havia uma amostra de DNA sem identificação e uma mulher assassinada, neste caso por esfaqueamento. Os testes mostraram que as duas amostras coletadas vinham da mesma pessoa. Só faltava saber quem era.

Quando os policiais revisaram as provas em ambas as investigações, perceberam que havia um nome citado nelas: Lee Robert Miller. Com a bituca coletava em fevereiro, o teste comprovou que o DNA era dele.

Miller está preso e aguarda julgamento pela morte de Marilyn Hickey. Ele ainda não foi indiciado no caso de Cheryle Barratt, mas isso deve acontecer nas próximas semanas.

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