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Economia - EUA - 01/15/2021

Biden apresenta pacote econômico de US$ 1,9 trilhão e propõe dobrar mínimo

Presidente eleito desenvolveu plano agressivo contra pandemia e crise econômica, com auxílios que contemplam de creches a aceleração da vacinação

André Duchiade
O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou na noite desta quinta-feira um pacote econômico de US$ 1,9 trilhão (RS 9,87 trilhões) para combater as crises paralelas na economia e na saúde durante a pandemia de coronavírus.
O plano abre os bolsos do Estado, com incentivos agressivos que miram ao mesmo tempo as duas frentes, baseando-se no entendimento de que as respostas na saúde e na economia devem andar juntas. — Um coro crescente de importantes economistas concorda que, neste momento de crise, com as taxas de juros em baixas históricas, não podemos nos permitir a inação — afirmou Biden, em um discurso à noite em Delaware. — Se investirmos agora, ousadamente, com inteligência e com foco inabalável nos trabalhadores e famílias americanos, fortaleceremos nossa economia, reduziremos a desigualdade e colocaremos as fi nanças de longo prazo de nossa nação em um curso mais sustentável.

O plano propõe mais do que dobrar o salário mínimo nacional, aumentando-o de US$ 7,25 (R$37,76) por hora para US$ 15 (R$ 78) por hora.
Biden já dissera várias vezes que o aumento expressivo do salário mínimo era uma de suas prioridades. Este será o primeiro grande teste legislativo de Biden, frente a um Senado em que terá maioria mínima e a uma economia em deterioração. O novo presidente busca amplo apoio bipartidário para o pacote, o que é uma de suas marcas enquanto político.

Os incentivos terão três grandes eixos: reforçar a resposta à pandemia com US$ 400 bilhões, com uma aceleração da vacinação e um grande incremento na capacidade de testagem; fornecer ajuda direta para famílias americanas, para as quais foi reservado cerca de US$ 1 trilhão; e apoiar empresas e comunidades mais afetadas pela crise, que se benefi ciarão com cerca de US$ 440 bilhões. O pacote é semelhante ao Cares Act, de US$ 2 trilhões, promulgado por Donald Trump em março do ano passado.

O plano visa oferecer uma resposta à pandemia, à crise econômica, à área da saúde, educação e outras prioridades domésticas. A equipe de Biden preparou o pacote durante semanas. O valor supera mesmo expectativas democratas: o próximo líder da maioria no Senado, o democrata Chuck Schumer, desejava que o estímulo chegasse a US$ 1,3 trilhão. O pacote também é mais do dobro do projeto de lei de US$ 900 bilhões aprovado em dezembro. Mais cedo nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que 1,15 milhão de americanos entraram com um novo pedido de seguro desemprego na primeira semana inteira de 2021, um aumento de 25% em relação à semana anterior e o pior número desde março.

O número excede em muito os piores dias da recessão de 2007-09. O plano propõe gastar US$ 160 bilhões com um programa nacional de vacinação, com testes mais rápidos e a expansão dos laboratórios de teste. Também propõe criar centros de vacinação comunitários direcionados a áreas de difícil acesso, a criar 100 mil vagas na área da saúde pública, a divulgar a vacina e a criar um programa nacional de rastreamento de infecções.

Um dos maiores beneficiados pelo pacote são escolas e universidades, para os quais foram reservados US$ 170 bilhões. A maior parte do dinheiro — US$ 130 bilhões — se destina a financiar escolas públicas, que devem ter capacidade para efetuar novas contratações, como de enfermeiras e inspetores. Isto objetiva reduzir o tamanho das turmas e permitir uma reabertura total, o que liberará mães e pais a reingressarem no mercado de trabalho.

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