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EUA - 1 semana atrás

11 de setembro de 2001; um dia fatídico

HÁ 19 ANOS O MUNDO VIU ESTARRECIDO UM PLANO MIRABOLANTE E DIABÓLICO SER COLOCADO EM PRÁTICA E PROPORCIONAR O MAIOR ATENTADO TERRORISTA DA HISTÓRIA. A IMPRESSÃO GERAL FOI QUE DAQUELA VEZ HAVIA-SE PASSADO DA MEDIDA E QUE AS CONTAS TERIAM QUE SER ACERTADAS COM OSAMA BIN LADEN, O MENTOR INTELECTUAL DAQUELA BARBÁRIE, QUE ACONTECEU FINALMENTE EM MAIO DE 2011

Jehozadak Pereira

Os reflexos do atentado de 11 de setembro de 2001, são sentidos até hoje. Uma das consequências foi o considerável aumento do aparato de segurança nos principais aeroportos do mundo, principalmente nos Estados Unidos. Não se embarca nos grandes aeroportos americanos sem que se tire os sapatos, e passe por revistas as vezes minuciosas.

A economia mundial sentiu na pele os reflexos do atentado em 2001, e a sociedade americana passou a ver com olhos cada vez mais desconfiados imigrantes de qualquer lugar do mundo, principalmente os de origem e ascendência árabes e os que professam o islamismo como religião. Neste período tudo se tornou mais difícil do que já era.

A política de imigração sofreu um grave e quase intransponível recrudescimento, principalmente por causa da má vontade crônica do parlamento americano, em especial dos republicanos. Antes do 11 de setembro de 2001, o terrorismo era uma arma letal usada para fins políticos, e depois disto passou a ser utilizada como fator religioso, ou seja, na visão de bin Laden e seus fanáticos, quem for um “infiel” – aquele que não professa o islamismo deve morrer, de preferência explodido por alguma bomba.

Para os executores e operadores dos atos terroristas é uma glória tornar-se um mártir, sendo que os mentores estarão em prudente segurança pois lhes cabe o tétrico papel de açular os pobres diabos que morrerão ao se explodir juntos com suas vítimas inocentes. As razões do fanatismo religioso supostamente são muitas. Uma delas é a batida desculpa de que o imperialismo está decadente e tem que acabar definitivamente.

Outra, é a opressão que as nações árabes teoricamente sofrem do Ocidente, e fi nalmente entre tantas, a existência do estado de Israel e a ocupação da Palestina. A razão de ser de dez entre dez grupos radicais islâmicos é a aniquilação total do estado judeu, que é protegido pelos Estados Unidos. Hoje, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo, pois povos do mundo inteiro aderem à religião como forma de vida.

Com isto a proliferação de fanáticos que são treinados nas madrassas – escolas onde se ensinam os dogmas da religião, e catequizados para impor ao mundo os preceitos do islamismo, mesmo que a força. Quando a então União Soviética invadiu o Afeganistão no final dos anos 70, muitos árabes se juntaram às tropas afegãs e lutaram pelo ideal de libertação do solo islâmico que era vilipendiado pelos inimigos.

Entre os lutadores estava Osama bin Laden, que ajudou a expulsar os soviéticos e a partir daí se tornou um mujaedin – guerreiro e transformou o conflito de idéias numa jihad – guerra santa contra o ocidente. A cada 11 de setembro, o mundo se acostumou a ver vídeos de Osama bin Laden tripudiando em cima dos americanos.

As novidades destes vídeos podiam ser a barba pintada ou um estilo de roupas diferente dos anos anteriores, lembrando funestamente dos terroristas que morreram e mataram milhares de pessoas que nada tinham a ver com as idéias e os ideais alucinados de bin Laden e sua quadrilha de assassinos frios e fanáticos.

O que consola muita gente é que bin Laden que vivia recluso com a sua cúpula, sabia que no dia em que colocasse o nariz para fora da toca onde se escondia a sua vida não valeria um tostão furado. A caçada durou 10 anos e o comando militar americano foi implacável e a ordem para matá-lo foi cumprida a risca, sem dar a ele qualquer chance de reação, exatamente como aconteceu com as vítimas do 11 de setembro de 2001. As contas com bin Laden foram devidamente acertadas, mas os reflexos e a dor provocada pelo atentado durarão por muitos anos…

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