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Esportes - 1 semana atrás

Autoridades da Austrália investigam se Djokovic mentiu em documento para entrar no país

Jornal australiano diz que a Força de Fronteira Australiana analisa se Djokovic forneceu provas falsas em seu formulário de entrada para a Austrália. Caso confirmado, tenista poderia ser preso

FSP – Segundo o jornal australiano “The Daily Telegraph”, Novak Djokovic é alvo de uma investigação das autoridades da Austrália para saber se o tenista mentiu no formulário de entrada no país. De acordo com o jornal, o tenista teria feito uma alegação falsa de que não viajou nos 14 dias antecedentes a sua viagem a Melbourne, na Austrália.

O número 1 do mundo teria assinalado “não” na pergunta se viajou ou viajaria nos 14 dias anteriores ao voo para a Austrália. Porém, de acordo com postagens em suas redes sociais, o sérvio teria estado em outros países antes da viagem para a disputa do Australian Open.

Caso a investigação confirme a alegação falsa do sérvio no documento de entrada na Austrália, o tenista poderia ser preso, com uma pena de até 12 meses de prisão, de acordo com o The Daily Telegraph. Dar informações falsas ou enganosas ao governo australiano é considerado uma ofensa grave e, por isso, a pena máxima pode ser de até 12 meses de reclusão.

No formulário, as pessoas são advertidas das consequências de inverdades no preenchimento do documento: “Dar informações falsas ou enganosas é uma ofensa grave. Você também pode estar sujeito a uma penalidade civil por fornecer informações falsas ou enganosas.” Confira o documento abaixo, divulgado pelo jornal australiano.

Djokovic saiu da Espanha rumo a Austrália no dia 4 de janeiro, com escala em Dubai, nos Emirados Árabes. Ou seja, para respeitar o período informado no formulário, o tenista não poderia ter viajado desde o dia 22 de dezembro.

Na última segunda-feira, o tenista se pronunciou agradecendo o apoio dos fãs e disse que ainda pretendia disputar o Australian Open. O pronunciamento do atleta veio após uma vitória judicial no país.

Ele conseguiu anular a decisão do cancelamento do seu visto na Austrália, por parte do governo do país. O juiz Anthony Kelly, responsável pelo caso, ordenou a libertação imediata do tenista da detenção na imigração.

O magistrado destacou ainda na audiência que a decisão de cancelar o visto temporário seria revogada e que o governo australiano arcaria com suas custas e tomaria “todas as providências necessárias para liberar o requerente imediatamente”.

Após a audiência, o governo da Austrália já informou que vai recorrer da decisão. Segundo o portal australiano “The Age”, o ministro da imigração, Alex Hawke, afirmou que caso Djokovic tenha novamente o visto cancelado, ele pode ser banido de entrar na Austrália pelos próximos três anos. O advogado de Djokovic, Nicholas Wood, confirmou que a estrela do tênis já está com sua equipe jurídica em um local que ainda não foi confirmado.

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