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Esportes - 12/09/2019

Agência Mundial Antidoping exclui Rússia de Olimpíadas e Mundiais durante quatro anos

A Rússia também não poderá organizar disputas desse nível em seu território. A Eurocopa 2020 não corre perigo de perder São Petersburgo como uma das 12 sedes, pois não está categorizada no grupo de competições restringidas.

AFP – A Agência Mundial Antidoping (Wada) decidiu excluir a Rússia de grandes competições esportivas durante quatro anos por falsificação de dados dos controles entregues à entidade. Assim, o país não poderá ser representado nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e de Inverno de Pequim 2022, além de Mundiais de todas as modalidades, o que inclui a Copa do Catar 2022.

A Rússia também não poderá organizar disputas desse nível em seu território. A Eurocopa 2020 não corre perigo de perder São Petersburgo como uma das 12 sedes, pois não está categorizada no grupo de competições restringidas.

A Rússia ainda pode recorrer da decisão no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte, na sigla em francês). Os atletas do país que passarem por testes antidoping poderão competir sob bandeira neutra.

“Por muito tempo o doping russo prejudicou o esporte limpo. A violação flagrante pelas autoridades russas das condições de restabelecimento da Rusada (Agência Antidoping da Rússia), aprovadas pelo Comitê Executivo em setembro de 2018, exigiu uma resposta robusta. É exatamente isso que foi entregue hoje. A Rússia teve a oportunidade de colocar sua casa em ordem e voltar a se juntar à comunidade internacional antidoping para o bem de seus atletas e a integridade do esporte, mas optou por continuar na sua posição de fraude e negação. Como resultado, o Comitê Executivo da Wada respondeu nos termos mais fortes possíveis, protegendo o direito dos atletas russos, que podem provar que eles não estavam envolvidos e não se beneficiaram desses atos fraudulentos”, afirmou em nota Craig Reedie, presidente da Wada.

O anúncio foi feito por um porta-voz da agência depois de uma reunião do comitê executivo nesta segunda-feira, em Lausanne, em que a votação unânime decidiu pela suspensão dos russos.

“A lista completa de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade, CRC) foi aprovada por unanimidade pelos 12 membros do comitê executivo”, disse o porta-voz.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e de Inverno de Pyeongchang 2018, mas deixou nas mãos das federações nacionais a decisão de executar a suspensão. O COI ainda não se pronunciou sobre a decisão da Wada desta segunda-feira, mas já indicou que deve seguir o estipulado pela entidade.

Os russos já competiram como atletas neutros no Mundial de atletismo deste ano e conquistaram dois títulos, com Mariya Lasitskene (salto em altura) e Anzhelika Sidorova (salto com vara). No Mundial de natação foram mais foram mais três ouros de atletas russos: Yuliya Yefimova (200m peito), Anton Chupkov (200m peito) e Evgeny Ryov (200m costas). A Rússia ainda conquistou três títulos no Mundial de ginástica artística, com a equipe masculina e dois com Nikita Nagornyy (individual geral e salto).

Todos esses atletas agora precisam provar que estão limpos e foram submetidos a testes rigorosos antidopagem para serem elegíveis a competir como atletas neutros na Olimpíada. Caso o COI siga o posicionamento que teve nos Jogos de Inverno de PyeongChang, equipes russas de esportes coletivos devem passar pelo mesmo processo.

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