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Editorial - 01/15/2021

Editorial da edição 1418 – Um homem digno nos governará

A palavra que mais se tem ouvido nos últimos meses é que o presidente Biden não seria eleito por causa das suas posições progressistas, liberais e, sobretudo por causa da grave situação da economia americana

Jehozadak Pereira
A comunidade de estrangeiros – principalmente os brasileiros, que estão nos Estados Unidos podem dizer aos seus filhos e netos, que viram um fato, ou melhor, uma parte importante da história deste país ser escrita diante dos seus olhos com a eleição de Joe Biden para presidente.

A palavra que mais se tem ouvido nos últimos meses é que o presidente Biden não seria eleito por causa das suas posições progressistas, liberais e, sobretudo por causa da grave situação da economia americana.

Os republicanos pegaram pesado, mas mesmo assim, Biden foi consagrado nas urnas e com sobras no colégio eleitoral. A escolha de Joe Biden e sua vice, Kamala Harris enche de esperança milhões de indocumentados, mesmo que ele tenha tocado timidamente no assunto imigração na sua campanha eleitoral, e há de se crer que por causa do seu passado como senador e vice-presidente de seja sensível aos sofrimentos e apreensões de uma multidão de pessoas que hoje vivem nas sombras quase sem nenhuma perspectiva.

Viveremos sim, a partir de 20 de janeiro um novo tempo e só o passar dos dias é que dirá se será bom ou ruim.
Claro, que nós que fazemos parte deste país, esperamos que seja de fato bom e marcante para cada um, e cremos que a eleição de Biden será sim um tempo de boas notícias, apesar de algumas figuras agourentas entre os brasileiros-republicanos que não poupam esforços para predizer um futuro pouco promissor para o novo período de governança do presidente.

O mundo carece de novos líderes, que tenham a mente arejada, que remam contra a maré do pessimismo, do divisionismo e das barreiras que são impostas por sistemas políticos baseados muitas vezes no preconceito, na raiva, no não, no impedimento, que foi a causa pela qual uma anistia ou uma nova lei de imigração não foi discutida no Congresso por imposição e oposição dos parlamentares republicanos, notadamente avessos ao tema.

Os desafios de Joe Biden são imensos, pois ele terá que governar inclusive para quem não votou nele, a começar na área econômica, cuja crise provocada pela pandemia vai demorar tempo para ir embora de vez. Biden terá que cuidar também para que o país não entre de vez numa recessão, que seria péssima e catastrófica para o mundo.

Há também os graves problemas sociais que desde há muito tempo mostram os desníveis da América, sem contar o surgimento de graves e inoportunas questões raciais, promovidas por grupos de supremacistas brancos, neonazistas e preconceituosos em geral.

No entanto, vemos que Joe Biden é determinado e tem o viço dos vencedores como mostra a sua triunfante carreira política e certamente saberá e terá as estratégias para cada coisa ao seu devido e apropriado tempo neste segundo mandato.
É possível ver nele o destemor de quem não hesita em enfrentar o sistema pré-estabelecido e não escrito de que Biden não podia ser presidente dos Estados Unidos, que ele enfrentou e provou que pode sim, pois não aceitou que lhe dissessem isto e decidiu fazer história ao ter na sua chapa, uma mulher, negra e filha de imigrantes.

Não teve medo de cara feia ou de pressões. Guardadas as devidas proporções, cada um de nós enfrentou restrições e negativas de que não íamos conseguir chegar até aqui, mas chegamos e agora vamos esperar que o nosso – sim, pois vivemos aqui – presidente tenha sucesso e continue a escrever a história de modo digno e honesto, como só os vencedores sabem fazer.
Nosso desejo e torcida é para que o presidente Joe Biden seja tocado e compadecido promova de uma vez por todas uma reforma imigratória abrangente e definitiva, pois coragem não lhe falta e ele já provou isto ao enfrentar problemas na sua família e soube como ninguém está acima dos dramas e tragédias pessoais.

Porém, de uma coisa teremos a certeza.

Sairá de cena – e espera- -se – que jamais tornemos a passar por isso novamente, a estridência, a gritaria, a arrogância, o preconceito e a dissimulação, bem próprias do ex-presidente atualmente no estertores do seu mau mandato.

Um período a ser lembrado, como o pior da história dos Estados Unidos, protagonizado por um homem detestável que não hesitou um instante sequer em açular seus seguidores(?) contra o sistema político, para tentar se manter no poder.

Que Biden seja abençoado e seu período seja de prosperidade para esta nação e bênçãos para todos indistintamente.
A certeza que fi ca é que teremos no Salão Oval, um homem digno e íntegro a nos governar…

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