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Economia - 09/20/2021

Temor de calote da segunda maior incorporadora da China derruba ações do setor imobiliário e arrasta mercados internacionais

O risco de falência da incorporadora chinesa que é uma gigante do mercado imobiliário mundial

AFP – Um bilionário do setor imobiliário de Xangai perdeu nesta segunda-feira (20) mais de US$ 1 bilhão em consequência dos temores de um possível colapso da empresa Evergrante, gigante do setor de incorporação imobiliária no país asiático.

Este cenário tem causado pânico no mercado financeiro de Hong Kong.

O presidente do Sinic Holdings Group, Zhang Yuanlin, viu nesta segunda-feira seu patrimônio líquido derreter de US$ 1,3 bilhão para US$ 250,7 milhões durante a tarde, informou a revista Forbes.

De acordo com a revista, a empresa Yuanlin foi obrigada a paralisar suas operações em Hong Kong, após uma queda de 87% do valor de suas ações na Bolsa local.

O empresário, que apareceu este ano na lista de bilionários do mundo compilada pela Forbes, fez sua fortuna com a venda de apartamentos de alto nível. Agora, o setor se encontra muito vulnerável, diante do possível colapso do gigante imobiliário Evergrande. O pânico é grande entre os investidores.

Sinic experimentou, de repente, um forte aumento no volume de negociação de seus títulos nas horas que antecederam a suspensão de sua cotação.

Um porta-voz da empresa não respondeu aos pedidos de comentários da AFP.

A empresa é uma das muitas que observam fortunas desaparecerem pelo temor dos investidores de que a Evergrande, uma das gigantes do setor na China, não pague os vencimentos nesta semana, já que tem dívidas superiores a US$ 300 bilhões.

Vários cálculos indicam que o setor imobiliário representa mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, o que explica os temores de que a crise tenha grande repercussão na economia nacional e mundial.

Brasil

A Bolsa de Valores brasileira caía 1,92%, a 192.293 pontos, às 10h45 desta segunda-feira (20), com preocupação de investidores com a China, principal parceiro comercial do Brasil, segue prejudicando o Ibovespa. O dólar subia 0,43%, cotado a R$ 5,3120.

As atenções do mercado estão voltadas para o risco de falência da incorporadora chinesa Evergrande. A empresa já informou aos seus credores que não conseguirá cumprir os pagamentos de juros da dívida com vencimento no dia de hoje.

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