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Cultura - Saúde - 2 semanas atrás

Parte II – A vida aqui e agora

Eliana Pereira Ignacio

Olá meus caros leitores dando continuidade no assunto iniciado na semana anterior, sobre viver o agora uma oportunidade única. O mundo de certa forma parrou mais o tempo passam cada vez mais depressa, em grande parte devido às novas tecnologias e ao imenso volume de informações que somos submetidos diariamente. As decisões têm de ser tomadas em cada vez menos tempo e as possibilidades de utilizar o tempo, por outro lado, multiplicam-se, resultando num ritmo de vida alucinante.

E com medo de ficar à margem deste novo mundo, parece que a única solução é acompanhar este ritmo frenético. Que pena; pois assim se perde os detalhes da vida, tudo parece fora de foco, tudo se resume em apenas alguns segundos para observar o mundo ao nosso redor, somos assombrados por pensamentos, medos, ansiedades e preocupações.

Com isso, passamos a viver um presente cada vez mais distante da própria realidade. Com o presente sendo vivido por uma mistura de paisagens desfocadas e sendo o passado apenas a memória do presente, este passa a ser construído pelas mesmas imagens e sentimentos desfocados, começamos então a povoá-lo de sensações e acontecimentos que não sabemos bem o significado.

Ao percebermos isso, inconscientemente começamos a retocar as partes borradas, dando às nossas lembranças outros significados e com isso maculando o passado.

E o futuro? Se o presente é cada vez mais efêmero, é porque estamos sempre com os olhos postos no futuro, queremos alcançá-lo o mais rapidamente possível. Na verdade, pouco ou nada sabemos sobre o futuro, sendo uma grande ilusão pensar que podemos controlá-lo. Como pudemos constatar, o presente está passando tão rápido que não estamos tendo tempo para planejar o futuro e controlar os fatores que possam influenciá-lo.

O futuro, não raras vezes, se torna rapidamente o próximo momento presente devido à velocidade com que as coisas vêm acontecendo, e com isso estamos cada vez mais nos tornando mais reativos e menos proativos diante dele.

Parafraseando Dalai Lama, em sua sabedoria, que é um misto de experiência de vida e dádiva divina diz que: “Só existem dois dias do ano sobre os quais nada pode ser feito. Um deles se chama ontem e o outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para você amar, sonhar, ousar, produzir e, acima de tudo, acreditar…”.

Faz necessário entender que nossa mente é constituída basicamente de hábitos e condicionamentos. Mais de 95% do que pensamos durante o dia é igual ao que pensamos ontem, antes de ontem e assim por diante.

A mente é condicionada pelos fatores externos ligados à família, sociedade e educação, criando assim modelos mentais. Outros seguidores afirmam que os modelos mentais são pressupostos profundamente arraigados, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influem na nossa maneira de compreender o mundo e nele agir.
Sendo assim, os modelos mentais de cada um definem como esta pessoa irá visualizar o que está ocorrendo ao seu redor, o que sentirá, pensará e, por fim, agirá. Assim torna-se possível afirmar que: “Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como nós somos”.

Pode se comprovar tal afirmação fazendo uma pesquisa informal, com um conhecido, ou algumas pessoas ao seu redor. A pesquisa contém apenas duas perguntas. Primeiramente pergunte: Pergunte o seguinte: o que você faria se soubesse que tem apenas mais três meses de vida? Com certeza iria escutar as mais diversas respostas, mas se fizer um resumo de todas elas, retirando a retórica e cortinas de fumaça, verá que todas ou a maioria dos entrevistados, respondera simplesmente que: “Faria tudo o que pudesse para ser feliz”. Em outras palavras, aproveitaria a vida ao máximo, fazendo tudo aquilo que mais gostam.

De certa forma, mudariam a maneira de encarar a vida, passando a dar mais valor às pequenas coisas, às pessoas queridas e abandonando regras tolas e algumas ideias pré-concebidas que trazemos dentro de nós.

Então, faça a segunda pergunta: O que está impedindo você de fazer tudo isso agora? Por que esperar por uma notícia ruim para somente depois tomar a atitude de resolver fazer as coisas que te deixam feliz? Acreditem, neste momento, os rostos das pessoas se transformam em alguma coisa que se assemelha a um grande ponto de interrogação.
Um sorriso sem graça desponta em seus semblantes e, após um longo suspiro, uma desculpa esfarrapada qualquer é dada como resposta.

Não quero assustá-los ou deixá-los preocupado, mas a única certeza que realmente temos na vida é que um dia ela acaba. Pode ser hoje, enquanto você está dormindo ou daqui a cinquenta anos. Até a próxima semana!

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