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Comunidade - Local - Saúde - 2 semanas atrás

SOS da Vida – Transtorno de personalidade narcisista

O Transtorno de Personalidade Narcisista, ou simples mente narcisismo, que é classificado, como um padrão difuso de grandiosidade, em fantasia ou comportamento, marcada pela necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos

Por: Eliana Pereira Ignacio – Olá, meus caros leitores hoje venho falar sobre a personalidade narcisista e a relação com a dependência química / Co dependência, em via de regra os parceiros desenvolvem papéis complementares para atender às necessidades um do outro, por um lado a dependência/Co dependência age como o quem encontrou um parceiro no qual pode se entregar, e o narcisista encontrou alguém que coloca suas necessidades em primeiro lugar, formando o par perfeito para o enlace.

Hoje quero destacar o Transtorno de Personalidade Narcisista, ou simples mente narcisismo, que é classificado, como um padrão difuso de grandiosidade, em fantasia ou comportamento, marcada pela necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, como por exemplo:

  1. Tem uma sensação grandiosa da própria importância (p. ex., exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes).
  2. É preocupado com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal.
  3. Acredita ser “especial” e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a, outras pessoas (ou instituições) especiais ou com condição elevada.
  4. Demanda admiração excessiva.
  5. Apresenta um sentimento de possuir direitos (i.e., expectativas irracionais de tratamento especialmente favorável ou que estejam automaticamente de acordo com as próprias expectativas).
  6. É explorador em relações interpessoais (i.e., tirar vantagem de outros para atingir os próprios fins).
  7. Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros.
  8. É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acre dita que os outros o invejam.
  9. Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes. O narcisista, então, tem como característica principal esse sentimento de ser muito importante, especial, fora de série.

Entretanto, isso não permanece apenas no seu pensamento. Suas atitudes cotidianas demonstram essa concepção, pois ele exige que os outros o admirem, reconhecendo o brilhantismo, as qualidades e o talento que ele acredita ter e que o diferencia dos outros.
O narcisista reage muito mal quando ele não é colocado nesse patamar de superioridade, quando ele é tratado como uma pessoa “comum” e quando suas necessidades não são atendidas.
A maior parte dos narcisistas são do sexo masculino.

Na verdade, por trás de toda essa aparência de superioridade, o narcisista tem, geralmente, uma autoestima incrivelmente baixa. É justamente por essa concepção extremamente negativa de si que ele busca uma compensação exagerada e é muito sensível às críticas ou à rejeição. Para o narcisista, é muito difícil aceitar a derrota e a tendência é que ele coloque sempre a responsabilidade pelos seus problemas nos outros. Justamente pelo narcisista se achar superior, raramente ele reconhece que tem um problema, e é menos provável ainda que ele procure alguma forma de tratamento.

Quanto ele procura, geralmente seu foco são os outros, e ele usa a terapia como um local de desabafo para dizer o quanto o mundo não está dando a ele tudo aquilo que ele merece. Como qualquer transtorno de personalidade, o tratamento do narcisismo é difícil.

O nível de consciência que a pessoa tem sobre o problema, a auto-observação e o questionamento de seus próprios padrões de pensamento e comportamento são fatores que podem favorecer uma melhor administração do quadro. Se por um lado os narcisistas procuram pouco a terapia, por outro, as pessoas com quem eles convivem são as que mais tendem buscar ajuda.

Isso porque o narcisista, na sua exigência por admiração, estabelece relações em que o outro é sempre o errado, o inadequado e o incapaz. Não é raro que as pessoas não percebem o jogo bem armado do narcisista e passem a acreditar nisso.

Portanto, quando elas procuram ajuda, na forma de terapia, elas chegam realmente acreditando que elas têm algum problema sério e que precisam melhorar ou se “consertar” para atender às necessidades do narcisista.
Esse padrão de funciona mento é chamado informalmente de co-narcisismo.

Entre os traços apresentados pelos Co-narcisistas estão: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” Êxodo 20:12 Até a próxima semana!!


Eliana Pereira Ignacio é psicóloga, formada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica – com ênfase em Intervenções Psicossociais e Psicoterapêuticas no Campo da Saúde e na Área Jurídica; especializada em Dependência Química pela UNIFESP Escola Paulista de Medicina em São Paulo Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, entre outras qualifi cações. Mora em Massachusetts e dá aula na Dardah University. Para interagir com Eliana envie um e-mail para epignacio_vo@hotmail.com ou info@jornaldossportsusa.com

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