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Celebridades - Comunidade - Cultura - 01/15/2021

Crônicas do dia-a-dia: auto estima é tudo na vida…

Por : Edel Holz* Aprendi a ler livro de autoajuda quanto tinha 15 e 16 anos. Ainda gosto dos exercícios diários para elevar a autoestima.
Minha filha fala: “Mãe… se elevar sua autoestima mais ainda não vai sobrar pra ninguém! Você acha que é melhor que todo mundo…” Eu mando a modéstia às favas. Sou ótima em tudo o que faço, as vezes erro ali e aqui, assumo meu erros. Tenho defeitos, sim. Mas são pequenos perto das minhas qualidades.
Sou linda, alto astral, boa de coração, ajudo o próximo sempre que posso, tenho fé na vida e no ser humano ainda, sou generosa, alegre, talentosa, sensual, criativa, festeira, amorosa, exagerada e dramática. Esses dois últimos não são qualidades, mas também não são defeitos, creio eu. Meu marido diz que meu maior defeito é gastar demais. E quanto mais ele fala, mais eu gasto.

Uso todos os cartões de crédito e pago o mínimo mensalmente. Nunca deixo de pagar e daí eles me mandam mais cartões e aumentam meu crédito, virando uma bola de neve, para que eu jamais consiga quitar a dívida. Minha filha que me desculpe, mas eu pratico a elevação da auto-estima diariamente. Principalmente quando me sinto gorda. Fico me olhando no espelho e digo para a minha imagem refletida: “Você é linda Edel. Linda de corpo, mente e espírito. Absoluta. Fundamental. Abençoada por Deus e bonita por natureza”. Essa última frase peguei emprestado do Jorge Benjor.

Dia desses, meu marido me disse do nada: “Edel… Você não percebe que esta ficando velha?” Pra que que ele foi me dizer isso? Dei pra colocar minissaia, cortar franjinha, comprar creme antirruga a base de veneno de cobra, tudo pra me sentir mais jovem. Daí eu estava numa loja brasileira e a menina me manda essa pérola: “A senhora precisa de ajuda?Eu estava naqueles dias e disse a ela: “Senhora tá no céu! Que falta de educação me chamar de senhora. Olha pra você… É quase da minha idade se bobear…” Fiquei com pena da moça depois.

Afinal, ela tentou apenas fazer o trabalho dela e ser educada comigo. Mas quando o calorão chega, não tenho controle do que digo. É um horror essa tal de menô. Meu marido disse que estava ridículo meu novo visual. Eu disse: “Quem tem que gostar do meu corte de cabelo, da minha roupa, sou eu. E eu estou amando me olhar no espelho e me vendo assim, tão gostosa”.

Foi aí que meu ex-namorado de adolescência, que é professor na Harvard, mudou-se pra cá há pouco tempo, um gostoso grisalho, chegou por trás de mim, tapou meus olhos e disse: “Nossa Edel… O tempo não passa pra você… Você tá linda…

* Edel Holz é a mais premiada e consagrada atriz, roteirista, diretora e produtora teatral brasileira nos Estados Unidos. Inquieta e de mente profícua, Edel tem sempre um projeto cultural engatilhado para oferecer para a comunidade brasileira. Depois de anos de ausência, Edel volta a abrilhantar as páginas de um jornal. Damos as boas vinda à poderosa e de mente efervescente Edel. 

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