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Brasil - 11/16/2018

Médicos cubanos começarão a deixar o Brasil em dez dias

Os profissionais cubanos integrantes do programa Mais Médicos começarão a deixar o Brasil em um prazo de dez dias, segundo informou na quinta-feira, 15, a Embaixada de Cuba a um representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Na quarta-feira, 14, o governo de Cuba comunicou a saída do programa no Brasil por causa de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que exigia mudanças nas regras do acordo.

Com o fim da parceria, 8,3 mil cubanos terão de deixar o Brasil. As datas das primeiras partidas dos profissionais foi informada ao presidente do Conasems, Mauro Junqueira, em reunião realizada na quinta entre ele, membros da Embaixada de Cuba e representantes da Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do acordo.

De acordo com o diretor de Comunicação Social do Conasems, Diego Espindola de Ávila, o governo cubano disse ainda que a ideia é que todos os médicos deixem o Brasil até o fi m do ano. “Eles não informaram quantos viajarão no primeiro grupo nem de quais cidades serão. Até porque ainda estão tentando organizar a viagem porque serão necessários muitos voos”, declarou ele, que também é secretário de saúde de Piratini, no Rio Grande do Sul, cidade de 20 mil habitantes onde quatro dos sete médicos dos postos de saúde são cubanos.

“Vai ser um caos para a gente. Metade da população da minha cidade mora na zona rural, que só é atendida pelo programa Saúde da Família (PSF) e hoje só tem cubanos. Os três médicos brasileiros que temos têm jornada de 20 horas semanais e não podem atender pelo PSF (que exige dedicação de 40 horas semanais). O impacto será muito grande”, diz ele.

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