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Brasil - Novo Normal - Policial - 06/29/2022

Justiça portuguesa autoriza extradição da doleira Nelma Kodama, presa em Portugal por tráfico de drogas

Da redação com G1 – O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) autorizou a extradição para o Brasil da doleira Nelma Kodama. Ela foi presa em abril deste ano, na cidade de Lisboa, em Portugal, durante uma operação da polícia brasileira contra o tráfico internacional.

Nelma é suspeita de atuar como doleira para o narcotráfico e chegou a ser condenada na Operação Lava Jato.

De acordo a decisão tomada na terça-feira (28), mas divulgada nesta quarta (29), o pedido de extradição das autoridades brasileiras “respeita as exigências de forma impostas pela Convenção de Extradição da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)” e “não se vislumbra fundamento” para recusar a extradição pelo Brasil.

A defesa de Nelma Kodama informou que a decisão de extradição não será cumprida de imediato, por causa da possibilidade de interposição de recurso em Portugal, que pode ser feita no prazo de 10 dias.

Além de Nelma Kodama, outras cinco pessoas foram presas durante a operação no Brasil, entre elas o ex-secretário estadual de ciência e tecnologia de MT, Nilton Borgato, que se licenciou do cargo para disputar uma vaga de deputado federal.

Quem é Nelma Kodama
Nelma Kodama era ex-mulher do doleiro Alberto Youssef. Em outubro de 2014 foi condenada, em primeira instância, a 18 anos de prisão por corrupção, evasão de divisas e organização criminosa.

Sua prisão ocorreu em março de 2014 no Aeroporto Internacional de Guarulhos. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a doleira tentou fugir para Itália com 200 mil euros escondidos na calcinha ao saber que estaria sendo investigada pela Polícia Federal.

Em agosto de 2019, a Justiça Federal autorizou que a doleira Nelma Kodama retirasse a tornozeleira eletrônica e fosse solta. A autorização se deu com base no indulto natalino editado pelo ex-presidente Michel Temer em dezembro de 2017.

Um dos episódios marcantes com a doleira aconteceu em 2015, quando cantou a música “Amada Amante” durante um depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Na ocasião, ela disse que os euros apreendidos com ela no Aeroporto de Guarulhos não estavam na calcinha.

Nelma Kodama voltou à mídia em 2018, quando se tornou algo de investigação por receptação de joias roubadas. Na época, a polícia informou que ela apareceu em uma foto nas redes sociais utilizando um conjunto de par de brincos, um anel e pingente de rubis, avaliado em R$ 150 mil.

Investigações
As investigações começaram em fevereiro de 2021, quando meia tonelada de cocaína foi apreendida no táxi aéreo de uma empresa portuguesa, no Aeroporto Internacional de Salvador. A droga foi encontrada enquanto a aeronave era abastecida. Na ocasião, cinco pessoas foram conduzidas para Polícia Federal. Na época, no entanto, a PF e a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) não informaram se o grupo ficou preso.

Com a apreensão, a polícia conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa, que atuava no Brasil e em Portugal. Segundo a PF, os investigados são fornecedores da cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares, que abriam a aeronave para guardar a droga. Além disso, transportadores dos voos e doleiros eram os responsáveis pela movimentação financeira do grupo criminoso.

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