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Brasil - 11/27/2020

Itamaraty reclama de críticas de chineses contra Eduardo Bolsonaro

O Itamaraty repreendeu a embaixada da China por causa das críticas contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e disse, em ofício, que a resposta da missão diplomática ao parlamentar traz conteúdo “ofensivo e desrespeitoso”. “Não é apropriado aos agentes diplomáticos da República Popular da China no Brasil tratarem dos assuntos da relação Brasil-China através das redes sociais.

Os canais diplomáticos estão abertos e devem ser utilizados”, disse o ministério das Relações Exteriores, em carta enviada aos representantes do governo chinês no Brasil na quarta-feira, 25. “O tratamento de temas de interesse comum por parte de agentes diplomáticos da República Popular da China no Brasil através das redes sociais não é construtivo, cria fricções completamente desnecessárias e apenas serve aos interesses daqueles que porventura não desejem promover as boas relações entre o Brasil e a China.

O tom e o conteúdo ofensivo e desrespeitoso da referida ‘Declaração’ prejudicam a imagem da China junto à opinião pública brasileira”, segue a mensagem da chancelaria brasileira. Com a carta, o Itamaraty responde à manifestação dos chineses contra uma publicação de Eduardo que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, que associou o governo de Pequim à espionagem de dados.

O deputado destacou em suas redes sociais na segunda-feira, 23, que o Brasil endossou iniciativa dos Estados Unidos para manter a segurança da tecnologia 5G “sem espionagem da China”. No dia seguinte, o parlamentar apagou a postagem. A chancelaria brasileira também disse aos chineses que o governo toma decisões soberanas sobre temas de interesse estratégico do Brasil.

“O respeito mútuos às respectiva soberanias é fundamental para as ótimas relações que temos desenvolvido”, conclui a carta. Depois da publicação de Eduardo nas redes sociais, a embaixada da China enviou uma reclamação ao Itamaraty. Esse primeiro documento não foi tornado público, mas o fato de a missão diplomática ter publicado uma declaração posterior gerou incômodo na equipe do ministro Ernesto Araújo.

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