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Brasil - Policial - 05/07/2021

Caso Henry: Justiça converte prisão de Jairinho e Monique em preventiva

FSP – A juíza titular do II Tribunal do Júri, Elizabeth Louro, aceitou na quinta-feira (6) a denúncia do Ministério Público do Rio contra o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), e Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, por tortura qualificada e homicídio triplamente qualificado. As informações são do jornal Extra.

A magistrada também converteu a prisão temporária do casal em preventiva. Na decisão, a juíza enfatizou o perigo de os acusados coagirem testemunhas e a possibilidade deles se desfazerem de provas.

Segundo a investigação, Monique manteve a relação com Dr. Jairinho apesar de todos os sinais de agressão contra Henry, e por isso a mãe teria contribuído para a morte do filho, já que não afastou o menino do suposto agressor (Última imagem de Henry foi captada em câmera de segurança do elevador
(FOTO: FRAME REPRODUÇÃO/VÍDEO POLICIA)

Em nota, a defesa de Monique informou que “a verdade ficará esclarecida no curso da ação penal”. “A prisão preventiva de Monique é injusta e desnecessária. A verdade prevalecerá”, declararam os advogados da mãe do menino”, diz o comunicado enviado ao jornal Extra.

Denúncia do MP
Na quinta-feira (6), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou por homicídio triplamente qualificado o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a professora Monique Medeiros, mãe de Henry. O menino morreu na madrugada do último dia 8 de março.

No início desta semana, a 16ª DP, responsável pelas investigações de morte do menino, havia concluído o inquérito e indiciado Jairinho e Monique por homicídio duplamente qualificado e tortura – no caso da mãe, por omissão à tortura.

O MPRJ enviou a denúncia com novos crimes e qualificadores. Além do homicídio, os dois também foram denunciados por fraude processual e coação no curso do processo.

Monique também responderá por falsidade ideológica pelo fato de, em 13 de fevereiro – data de um episódio de tortura anterior ao dia da morte de Henry – ter prestado declaração falsa no Hospital Real D’Or, em Bangu, para onde levou o menino.

A mãe de Henry irá responder pelo crime de homicídio por omissão. Segundo a promotoria, ela tinha o dever de proteção e vigilância.

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