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Economia - EUA - Mundo - 11/20/2019

Senado dos EUA aprova projeto de lei que apoia manifestantes em Hong Kong

Texto prevê que EUA reavaliem apoio ao governo do território, no momento em que se tornam mais violentos os confrontos entre a polícia e manifestantes

ESTADO – O Senado americano aprovou por unanimidade uma legislação para reexaminar o apoio dos Estados Unidos ao governo de Hong Kong, no momento em que se tornam mais violentos os confrontos entre a polícia local e manifestantes que tentam contrariar o controle de Pequim sobre o território autônomo.

O projeto de lei exigiria que o secretário de Estado americano se certificasse anualmente que Hong Kong permanece suficientemente independente de Pequim, para garantir o status especial que ajudou a cidade a se tornar um centro financeiro global. A legislação também incumbiria o presidente dos EUA de impor sanções a indivíduos que suprimissem os direitos humanos em Hong Kong.

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Essas medidas refletem amplamente os componentes de outro projeto de lei que foi aprovado na Câmara dos Representantes no mês passado, embora os dois atos legislativos não sejam idênticos. A versão do Senado, por exemplo, prevê a aplicação de sanções em menos circunstâncias. Vários senadores criticaram, após a aprovação do projeto, o que eles chamaram de erosão das liberdades democráticas em Hong Kong.

Enquanto parlamentares têm fortemente apoiado as demandas dos manifestantes em Hong Kong, o presidente americano, Donald Trump, não tem adotado a mesma postura. No mês passado, o líder da Casa Branca disse que a situação no território autônomo se resolveria por si só.

China protesta
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, acusou o projeto de lei de tentar atingir a economia do país asiático favorecendo “radicais extremistas, violentos e anti-China que querem causar perturbações em Hong Kong e prejudicar sua prosperidade”. Já um comunicado do Executivo de Hong Kong classificou a legislação como “desnecessária e injustificada”, afirmando que a medida poderia prejudicar as relações comerciais entre os EUA e China.

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