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Economia - Mundo - Novo Normal - 05/18/2022

Reino Unido tem maior inflação em 40 anos; na zona do euro, taxa é revisada para 7,4%, ainda recorde

Taxa em 12 meses saltou de 7% em março para 9% em abril no no Reino Unido. Nos países que usam o euro, foi revisada para 7,4%.

AFP – O índice de inflação disparou a 9% em ritmo anual em abril no Reino Unido, um recorde em 40 anos essencialmente devido aos preços da energia, o que aumenta a crise do custo de vida.

No fim de março, a inflação nos 12 meses anteriores era de 7%, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) em seu relatório mensal.

O ONS destaca que o número de abril é o mais elevado desde que existem estatísticas sobre a inflação no país, a partir de 1989, mas de acordo com estimativas este índice “deve ser o mais elevado (…) desde 1982”.

“A inflação subiu com força em abril, impulsionada por um aumento brusco nos preços da energia elétrica e do gás devido a um aumento no limite do governo para as tarifas”, disse Grant Fitzner, economista-chefe do ONS.
“Também continuaram os aumentos acentuados em ritmo anual nos preços dos metais, nos produtos químicos e no petróleo bruto, assim como os preços mais elevados dos produtos que saem das fábricas”, acrescentou.

O ministro das Finanças, Rishi Sunak, afirmou em um comunicado que “países ao redor do mundo enfrentam uma inflação crescente” e que o índice de abril no Reino Unido procede do custo da energia, impulsionado pelos preços nos mercados mundiais.

“Não podemos proteger a população por completo dos desafios globais, mas estamos proporcionando um apoio significativo onde podemos, e estamos dispostos a fazer mais”, completou.

As críticas são cada vez mais intensas no país e várias ONGs denunciam a ação insuficiente do governo na crise do custo de vida, no momento em que milhões de britânicos são obrigados a limitar os gastos com refeições ou calefação.

Na segunda-feira, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, classificou a situação como “apocalíptica” para os preços dos alimentos e advertiu que a inflação, que deve superar 10% até o fim do ano no Reino Unido, pode ser ainda maior se a Ucrânia não conseguir exportar suas colheitas.

Zona do euro
Na zona do euro, a inflação registrou em abril o nível recorde de 7,4% em termos anuais, impulsionada pelo aumento dos custos de combustível e alimentos, informou nesta quarta-feira a agência de estatísticas da UE, baixando sua estimativa preliminar de 7,5%.

As pressões de preços são agora tão amplas que mesmo o núcleo da inflação, que elimina os custos voláteis de alimentos e combustíveis, está bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu, indicando que o forte aumento dos preços corre o risco de se enraizar.

A inflação excluindo energia e alimentos acelerou para 3,9% em abril, de 3,2% em março, enquanto uma medida ainda mais restrita que elimina também álcool e o tabaco subiu de 3% para 3,5%, informou a Eurostat.

Esse resultado da inflação é a principal razão pela qual o BCE deve aumentar as taxas de juros em julho, dando início ao que provavelmente será uma sequência de movimentos que pode elevar sua taxa de depósito de -0,5% de volta a território positivo antes do final do ano.

As autoridades do BCE estão cada vez mais preocupados que o aumento da inflação esteja agora aqui para ficar e que sejam necessárias condições monetárias mais apertadas para que ela volte a ficar abaixo de 2%.

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