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Mundo - Tecnologia - 12/23/2019

Reino Unido aponta abuso de poder econômico de Google e Facebook

De acordo com a análise da autoridade britânica, a força de mercado e as práticas empresariais das duas companhias, como o controle de dados dos usuários, dificultam o surgimento de novos concorrentes. Isso pode atrasar o movimento de inovação, aponta o estudo.

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Relatório da Autoridade de Competição e Mercados do Reino Unido (CMA, na sigla em inglês) indica práticas anticompetitivas e abuso de poder econômico do Google e do Facebook. Apesar de o foco do documento ser o país, o relatório também levanta o debate para a atuação das duas empresas em outros lugares, como o Brasil. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a análise da autoridade britânica, a força de mercado e as práticas empresariais das duas companhias, como o controle de dados dos usuários, dificultam o surgimento de novos concorrentes. Isso pode atrasar o movimento de inovação, aponta o estudo.

O controle das informações de quem usa as plataformas é a chave para a venda e direcionamento de publicidade digital. As companhias usam sua base de usuários para coletar dados detalhados e vendê-los. Como num ciclo, tornam-se mais poderosas e influentes.

“Pode ser extremamente difícil que novos concorrentes consigam desafiar as empresas de forma eficaz”, diz o estudo.

O Google tem mais de 90% do mercado brasileiro no segmento de mecanismos de busca. São mais de 100 milhões de usuários na plataforma de vídeo YouTube. Já o Facebook tem mais de 136 milhões de usuários no Brasil. A empresa também é dona do Instagram, plataforma de fotos e vídeos em crescimento, e do WhatsApp, principal meio de informação da população, com mais de 130 milhões de usuários.

O estudo ainda aborda o impacto no segmento de mídia, que servem de espaço onde a publicidade comercializada por Google e Facebook é veiculada. Os veículos recebem pelos anúncios remuneração de 50% a 65% abaixo do que deveriam, segundo a publicação.

“Isso pode reduzir os incentivos e a habilidade para o investimento em notícias e conteúdo online, em detrimento daqueles que usam e valoram esses conteúdos”, diz o documento.

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