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Internacional - Mundo - 09/05/2022

Presidente do Chile, Gabriel Boric, sinaliza reforma ministerial após derrota em referendo

Mais de 13 milhões de eleitores de um total de 15,1 milhões participaram na consulta, que representou um duro revés para o governo socialista

EFE – O presidente do Chile, Gabriel Boric, disse no domingo, 4, que fará uma reforma ministerial nos próximos dias após os chilenos rejeitarem em referendo a proposta de uma nova Constituição que era defendida pelo governo.

“Fazer frente a estes importantes e urgentes desafios exigirá ajustes rápidos em nossas equipes governamentais”, disse Boric em discurso transmitido em cadeia nacional de televisão logo após o anúncio do resultado da consulta popular.
A possibilidade de uma mudança no governo estava em discussão há algumas semanas, enquanto as pesquisas de intenção de voto já apontavam que a rejeição à nova proposta de Carta Magna ganharia o referendo.

Empossado em março, o governo Boric começou a dar alguns tropeços já nos primeiros dias, especialmente a ministra do Interior, Izkia Siches. O próprio Boric afirmou durante uma reunião do Conselho de Ministros, um mês depois de tomar posse, que o governo havia “decolado com turbulência”.

Entenda o referendo no Chile
Siches, primeira mulher à frente da poderosa pasta, foi um dos maiores ativos de Boric durante a campanha eleitoral, mas, para muitos analistas políticos chilenos, ela acabou se tornando um de seus maiores passivos, especialmente depois de sua viagem conturbada à região da Araucanía – onde há um longo conflito entre o Estado chileno e povos mapuche – e de acusar o governo anterior de realizar deportações irregulares, uma declaração pela qual posteriormente se desculpou.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência (Segpres) e braço direito de Boric, Giorgio Jackson, é outro nome que tem sido criticado – tanto pela oposição como pela ala moderada da base governista – por sua gestão do relacionamento entre o Executivo e o Legislativo.

Outro foco foi o agravamento do conflito com os mapuche, uma das questões mais complexas com as quais Boric tem que lidar e que na semana passada rendeu a primeira baixa em seu gabinete ministerial.

Então titular da pasta de Desenvolvimento Social, Jeannette Vega renunciou um dia após a prisão do líder radical mapuche Héctor Llaitul, depois que uma de suas assessoras entrou em contato com ele em maio. / EFE

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