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Brasil - Mundo - Novo Normal - 02/14/2022

Presidente da Argentina esteve na Rússia com ‘zero trauma’, diz Mourão antes de Bolsonaro ir a Moscou

FOLHAPRESS – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), voltou a afirmar nesta segunda-feira (14) que a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia não deve causar problemas ao Brasil.

“Na semana passada, o presidente da Argentina [Alberto Fernández] esteve lá [na Rússia], zero trauma”, disse Mourão a jornalistas.

Os presidentes da Argentina, Alberto Fernández, e da Rússiia, Vladimir Putin, em reunião nesta quinta-feira Foto: Presidência da Rússia

Bolsonaro embarca às 18h de Brasília para Moscou, no momento de crise que se instalou na Ucrânia, com o temor de uma invasão russa. Ele irá se encontrar com o presidente Vladimir Putin na quarta-feira (16).

Mourão disse que a tensão na região é “fruto das pressões de ambos os lados”. “Na minha opinião, vai ficar nesse jogo de pressão. A viagem do presidente é de um dia só, sem maiores problemas”, afirmou.

O presidente da Argentina se reuniu com Putin no último dia 3. No sábado (12), Bolsonaro confirmou que a viagem estava mantida e disse pedir a Deus para que “reine a paz no mundo”.

“Fui convidado pelo presidente Putin. O Brasil depende em grande parte de fertilizantes da Rússia, da Bielorrúsia [Belarus]. Levaremos um grupo de ministros também para tratarmos de outros assuntos que interessam aos nossos países, como energia, defesa e agricultura”, afirmou o presidente.

Aliados de Bolsonaro e também a comunidade internacional tentaram demover o presidente de realizar a viagem. Os Estados Unidos pressionaram o governo brasileiro, alegando que a viagem transmite a mensagem de que o Brasil apoia as ações do Kremlin no Leste Europeu.

Às vésperas da viagem, o Itamaraty divulgou uma nota nesta sexta celebrando as relações diplomáticas do Brasil com a Ucrânia, que vive a grave crise com Moscou.

Os EUA e os aliados da Otan, a aliança militar ocidental, acusam Putin de preparar uma invasão da Ucrânia, como fez em 2014, quando anexou a Crimeia.

Moscou, por sua vez, rejeita a expansão da Otan sobre territórios próximos à Rússia e quer a garantia de que a Ucrânia jamais fará parte do grupo.

Mourão também disse nesta segunda-feira que negocia filiação ao PP ou ao Republicanos. Ele planeja se candidatar a uma vaga do Rio Grande do Sul no Senado. O anúncio, segundo o vice-presidente, deve ser feito em breve.

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