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Biden - EUA - Imigração - Mundo - Novo Normal - Política - 12/16/2021

Parlamentarian do Senado rejeita ‘Plano C’ de imigração na lei de reconciliação fiscal

Alguns ativistas da imigração e legisladores progressistas pediram ao Senado que ignorasse a decisão do parlamentar além de incluir novas disposições para garantir um caminho para a cidadania no Build Back Better Act. No entanto, não está claro se há apoio suficiente no Senado para anular a recomendação da Parlamentarian Elizabeth MacDonough.

JSNEWS – A “parlamentarianElizabeth MacDonough, que exerce um cargo técnico do senado dos Estado Unidos, rejeitou a última proposta para incluir um plano de imigração que concederia a milhões de imigrantes indocumentados, que vivem nos Estados Unidos, a proteção contra deportações e a permissão de trabalho, as disposições sobre esse tema estava incluída na lei de Reconciliação Fiscal, o Build Back Better Act, a decisão foi tomada nessa quinta-feira representa mais um duro golpe na agenda migratória do Presidente Biden.

O senador Dick Durbin, D-III, um membro-chave que pressionou para que o plano de uma mini reforma migratória fosse incluída no Projeto de Reconciliação confirmou aos repórteres no Capitólio que a Parlamentarian rejeitou esta proposta do “Plano C”.

A legislação Build Back Better é um amplo pacote de prioridades de investimentos sociais do partido Democrata que inclui inciativas sociais como pré-escola gratuita, além de investimentos para combater as mudanças climáticas e programas habitacionais acessíveis a população de baixa renda. A Câmara aprovou a legislação de cerca de US$ 2 trilhões em uma votação de 220-213 em meados de novembro, pouco antes do recesso de Ação de Graças.

De acordo com o “Plano C”, os imigrantes indocumentados que chegaram aos Estados Unidos antes de 2011 receberiam proteção temporária por cinco anos que poderia ser estendida por mais cinco. Estima-se que a lei beneficiaria cerca de 7 milhões de pessoas a obterem autorização de trabalho e uma anistia temporária contra deportações.

Chuck Schumer, D-N.Y., Dick Durbin, D-III, Bob Menendez, D-N.J., Catherine Cortez Masto, D-Nev., Ben Ray Luján, D-N.M. e Alex Padilla, D-Calif., emitiram uma declaração conjunta ainda nessa quinta-feira comprometendo-se a continuar a buscar opções para incluir a reforma da imigração no projeto de lei de reconciliação.

“Discordamos fortemente da interpretação do parlamentarian do Senado sobre nossa proposta de imigração, e buscaremos todos os meios para alcançar um caminho para a cidadania na Lei Build Back Better”, disseram os senadores na declaração conjunta.

Alguns ativistas da imigração e legisladores progressistas pediram ao Senado que ignorasse a decisão do parlamentar além de incluir novas disposições para garantir um caminho para a cidadania no Build Back Better Act. No entanto, não está claro se há apoio suficiente no Senado para anular a recomendação da Parlamentarian Elizabeth MacDonough.

Assessores democratas do Senado se reuniram com o gabinete da Parlamentarian no início deste mês sobre a Regra Byrd, uma lei que proíbe o Senado de incluir “matéria fortuita”, ou seja, que não é vinculada ao orçamento no projeto de lei de reconciliação.
Elizabeth MacDonough, a parlamentar do Senado, bloqueou duas vezes os planos dos democratas para incluir a reforma da imigração que poderia oferecer proteção para milhões de imigrantes indocumentados no projeto de lei de reconciliação.

No final de setembro, o parlamentar rejeitou uma proposta que incluiria uma mudança de data no registro de imigração, o que teria tornado 6,7 milhões de pessoas elegíveis para residência permanente. No início daquele mês, MacDonough também se pronunciou contra a inclusão de temas migratórios  que teria proporcionado um caminho para a cidadania para determinados grupos de imigrantes.

Durbin disse estar “decepcionado” com a decisão e disse que o Parlamentarian aplicou o mesmo raciocínio sobre o motivo pelo qual ela rejeitou as propostas anteriores.

O senador Chuck Grassley, R-Iowa, que argumentou contra as propostas de imigração à Parlamentarian, disse em um comunicado nessa quinta-feira “que dar anistia a milhões de imigrantes ilegais não é uma questão orçamentária apropriada para a reconciliação”. “A aprovação dessas medidas em uma votação de linha partidária criaria um precedente terrível e iria corroer ainda mais o valioso papel do Senado como um órgão legislativo que requer debate, consulta e compromisso para aprovar grandes propostas políticas em lei”, disse o senador republicano por Iowa.

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