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EUA - Local - Mundo - 04/15/2022

Pais de jovem negro morto no Michigan pedem que policial que atirou nele seja processado

JSNEWS – Os pais de um jovem negro morto a tiros por um policial em Grand Rapids, Michigan (norte dos Estados Unidos), disseram nesta quinta-feira(14) que fugiram da guerra na República Democrática do Congo para encontrar umgenocídio” nos Estados Unidos e pediram que o agente seja julgado.

Patrick Lyoya, 26 anos, morreu após uma blitz de trânsito em Grand Rapids em 4 de abril, o mais recente de uma série de negros mortos a tiros por agentes americanos.

A polícia divulgou quatro vídeos dos fatos e, em um deles, é possível ver Patrick Lyoya igorar as ordens do policial ao sair do carro e tentar fugir a pé, mais a frente no vídeo, Lyoya aparece travando uma luta com o policial no chão que é visto deitado sobre Lyoya, num momento, ouve-se o barulho do que parece ser um disparo de arma de fogo, o policial se levanta enquanto Lyoya fica caído no chão.

Veja um dos vídeos que circulam nas redes sociais abaixo:

Os advogados da família de Patrick Lyoya compararam sua morte às execuções de civis ucranianos nas mãos de soldados russos, dizendo que eles não querem tratamento preferencial, mas “justiça igualitária”.

Em entrevista coletiva, o advogado Ben Crump, que já defendeu outros casos semelhantes, informou que a família de Patrick Lyoya quer que o policial, cujo nome não foi revelado, seja identificado, demitido e processado.

O oficial foi afastado do serviço, mas ainda está recebendo pagamento enquanto aguarda os resultados de uma investigação da Polícia Estadual do Michigan, disse o chefe da polícia de Grand Rapids, Eric Winstrom, na quarta-feira.

A mãe de Patrick Lyoya disse que acreditava estar em “um país seguro” depois que a família emigrou da República Democrática do Congo.

“Agora meu filho foi morto por uma bala”, lamentou Dorcas Lyoya em lágrimas, enquanto o pai, Peter, falou em “genocídio” nos Estados Unidos. Ambos se expressaram por meio de um intérprete.

A sociedade americana foi abalada nos últimos anos pelas mortes de homens negros pela da polícia, principalmente depois que um oficial branco de Minneapolis se ajoelhou no pescoço do afro-americano George Floyd em 2020.

As imagens da morte de George Floyd depois de ter dito várias vezes que não conseguia mais respirar chocaram o mundo. Seu nome se tornou, junto com outros, um emblema do movimento Black Lives Matter durante as grandes manifestações antirracistas de 2020.

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