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Mundo - Novo Normal - 2 semanas atrás

Onda de calor provoca incêndios florestais no oeste dos Estados Unidos

AFP – O oeste dos Estados Unidos foi afetado por uma nova onda de calor neste último final de semana que provocou incêndios florestais, evacuações, problemas no abastecimento de energias e na mobilidade.

Na Califórnia, bombeiros têm trabalhado para conter o maior incêndio florestal registrado no ano e o governo já pediu para que a população economize energia depois de problemas de abastecimento no estado vizinho de Oregon.

O fogo teve início depois de dois raios caírem na região de Beckwouth, na fronteira com o estado de Nevada, e duplicou de tamanho de sexta-feira para sábado.

Além da Califórnia, um incêndio de 155 quilômetros quadrados foi registrado no sudeste de Washington, ao mesmo tempo em que o governador do estado de Idaho, Brad Little, mobilizou a Guarda Nacional para combater o fogo provocado depois de tempestades com raios varrerem as regiões atingidas pela seca.

O Vale da Morte, no deserto de Mojave, atingiu a temperatura de 54ºC no último sábado. Essa é a temperatura mais alta já registrada no planeta desde 1913, quando foram registrados 57ºC no deserto de Furnace Creek, também na Califórnia.

No Arizona, um pequeno avião caiu no último sábado enquanto realizava uma pesquisa sobre um incêndio em andamento no condado de Mohave. Os dois tripulantes morreram na hora. Em Oregon, um grande incêndio interrompeu o serviço de eletricidade de três linhas de transmissão, fazendo com que o governo pedisse a seus moradores que economizem energia.

Onda de calor
O hemisfério norte vive uma forte onda de calor no atual verão. No final de junho, a região de Lytton, no Canadá, registrou o recorde histórico de temperatura do país, atingindo 49,6ºC e autoridades estimam que mais de 500 canadenses possam ter morrido com o calor extremo.

Na Lapônia, no extremo norte da Finlândia, foi registrada a maior temperatura do século na região. Acostumada a invernos rigorosos e baixas temperaturas, a ‘terra do Papai Noel’ atingiu os 33,6ºC. Na Rússia, Moscou também atingiu o recorde de medição em junho: 34,8ºC.

De acordo com o monitoramento do clima da União Europeia, a América do Norte teve o mês de junho mais quente de toda a sua história. De acordo com o órgão, a temperatura está 1,2ºC acima da média de 1991 a 2020 para a época do ano. E ficou 0,15 °C acima do mês de junho mais quente até então, em 2012.

Segundo cientistas, as mudanças climáticas estão piorando a intensidade das ondas de calor que afetam a parte norte do continente americano. Para o climatologista Zeke Hausfather, o calor sem precedentes é certamente uma consequência do efeito estufa.

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