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Brasil - Mundo - Policial - Política - 07/04/2019

‘Não menti e nem fui coagido a incriminar Lula’, diz Léo Pinheiro empreiteiro da OAS

Na carta, Léo Pinheiro afirma que decidiu se manifestar após a revelação pelo The Intercept Brasil, no último domingo (30), de supostas conversas entre procuradores do MPF

COM FOLHAPRESS – Em seu primeiro pronunciamento desde que foi preso, o ex-executivo da OAS Léo Pinheiro reafirmou as acusações que fez contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que resultaram na condenação do petista no caso do triplex do Guarujá – e negou ter sido ameaçado ou pressionado pela PF ou MPF a mudar seus depoimentos.

“Afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal”, afirmou, em carta enviada ao jornal Folha de São Paulo.

“A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros”, completou o ex-executivo da OAS, uma das empreiteiras envolvidas nas operação Lava Jato.

Na carta, Léo Pinheiro afirma que decidiu se manifestar após a revelação pelo The Intercept Brasil, no último domingo (30), de supostas conversas entre procuradores do MPF. As mensagens apontam que os integrantes da força tarefa da Lava Jato trataram com desconfiança todas as tentativas de delação dele.

Nos diálogos analisados pela publicação, o empreiteiro só começou a ser considerado nas investigações contra Lula após mudar diversas vezes seu relato do imóvel no Guarujá.

“Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma”, afirma. “A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos.”

Versões

Léo Pinheiro apresentou a versão que incriminou Lula apenas um ano após o início das negociações com a Lava Jato, em abril de 2017. Durante interrogatório com o ex-juiz Sergio Moro, ele disse que a OAS reformou o apartamento em troca de garantia de contratos com a Petrobras.

A primeira versão apresentada pela empresa é que as reformas haviam sido feitas como um agrado pessoal ao ex-presidente.

Em 2016, quando as negociações de delação iniciaram, o ex-presidente da empreiteira já havia sido condenado por corrupção. Na época, as investigações já estavam avançadas e a equipe já tinha muitas informações relacionadas a Lula, o triplex e o sítio em Atibaia.

“Não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão”, afirma o ex-empreiteiro, na carta.

Léo Pinheiro ainda destaca que Lula era “real proprietário” do triplex e que “reformas não foram um presente”. “As provas que estão presentes no processo são bem claras e contundentes”, finaliza.

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