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Médico diz que paramédicos tentaram ressuscitar George Floyd por ‘aproximadamente 30 minutos’

Médico que declarou a morte de Floyd depôs como testemunha do julgamento do policial Derek Chauvin. Ele afirma que vítima estava sem pulso quando os paramédicos chegaram ao local e eles tentaram ressuscitá-lo inclusive com um tubo em sua garganta para ventilar os pulmões

AP – Bradford Wankhede Langenfeld, o médico que atestou a morte de George Floyd, disse que ele estava sem pulso quando os paramédicos chegaram ao local e eles tentaram ressuscitá-lo “por cerca de trinta minutos”, inclusive com um tubo na garganta para ventilar os pulmões.

Médico da emergência do centro médico do condado de Hennepin, em Minneápolis, depõe em 5 de abril de 2021, no 6º dia do julgamento do ex-policial Derek Chauvin, acusado de matar George Floyd — Foto: Pool via Reuters

Langenfeld afirmou que “uma das possibilidades mais prováveis” é que Floyd morreu por asfixia e disse também que a vítima não recebeu reanimação cardiopulmonar até a chegada dos socorristas.

O médico foi a primeira testemunha a depor nesta segunda-feira (5) no julgamento do ex-policial Derek Chauvin, que é acusado de homicídio doloso, de homicídio culposo e de lesão corporal seguida de morte por ajoelhar sobre o pescoço de George Floyd e sufocá-lo até a morte.

A morte em maio de 2020 despertou uma onda de protestos em todo o mundo por igualdade racial e contra a violência policial, impulsionando o movimento “Black Lives Matter” e a discussão sobre racismo.
Floyd repetiu “eu não consigo respirar” por 27 vezes enquanto Chauvin o sufocou por 9 minutos e 29 segundos. O ex-policial de Minneapolis se declarou inocente e pode pegar até 40 anos de prisão se for condenado pela acusação mais grave.

O julgamento está no sexto dia, e Langenfeld é a vigésima testemunha de acusação convocada até agora.

O promotor do caso, Jerry Blackwell, perguntou ao médico se Floyd sofreu uma parada cardíaca por insuficiência de oxigênio, e Langenfeld disse que sim.

Não houve trauma externo óbvio e significativo que pudesse sugerir que ele, Floyd, sofreu qualquer coisa que pudesse produzir sangramento que levasse a uma parada cardíaca”, afirmou o médico. Na semana passada, nos primeiros dias do julgamento, um paramédico já havia dito que Floyd estava morto quando chegou ao local.

“Quando cheguei, ele já havia falecido e eu o levei para o hospital, mas ele continuava em parada cardíaca”, disse o paramédico Derek Smith no quarto dia do julgamento.
No primeiro dia, um vídeo da agonia de George Floyd abriu o julgamento, e dias depois novas imagens divulgadas mostram que ele implorou a policiais antes de ser morto.

Floyd tinha 46 anos e foi detido por suspeita de ter usado notas falsas em um mercado.

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