AP – Um relatório da procuradora-geral do estado de Illinois (EUA), divulgado nesta quarta-feira (19), acusou o braço local da igreja católica de falhar em ajudar vítimas de abusos sexuais e de omitir os nomes de mais de 500 padres acusados de serem abusadores, em mais um escândalo envolvendo a entidade no país.

O documento, escrito pela procuradora-geral, Lisa Madigan, traz as identidades de 690 sacerdotes envolvidos em denúncias de abuso. Autoridades da igreja católica tinham dado os nomes de apenas 185 acusados, segundo o jornal Chicago Tribune.

O relatório mostra que, em muitos casos, as dioceses não fizeram investigações adequadas sobre as acusações de abuso. Isso aconteceu especialmente nos casos em que o padre havia morrido, deixado a igreja ou era membro de uma ordem religiosa específica.Em outras ocasiões, as denúncias não eram unvestigadas no âmbito da igreja se já havia um processo aberto contra o sacerdote, caso a vítima fosse anônima. se a polícia já estivesse investigando ou se o acusado tivesse saído do país.

Contra as vítimas

A investigação mostrou que, em muitas ocasiões, as autoridades da igreja usaram informações pessoais dos acusadores para desacreditá-los. Em vários casos, as investigações eram encerradas depois disso. O relatório não apontou casos específicos, no entanto.

“O número de casos de abuso sexual de menores por membros do clero em Illinois é bem maior do que as dioceses afirmam”, diz o relatório. “Mesmo depois de ultrapassados os prazos legais, a igreja tem a capacidade e a responsabilidade de oferecer apoio e ajuda aos sobreviventes.”

Em um comunicado, o arcebispo de Chicago, Blaise Cupich, disse que gostaria de “expressar o profundo arrependimento de toda a igreja por nossas falhas em combater as desgraças do abuso sexual por parte do clero.”

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