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Local - Mundo - Saúde - 05/17/2022

Familiares de Payton Gendron, o suposto atirador que matou 10 em NY, dizem que ele poderia ter desenvolvido paranoia durante o isolamento social

JSNEWS – A família do jovem acusado de ter abatido 10 pessoas em um supermercados em Buffalo no estado de NY alegam que ele provavelmente tenha tido um surto provocado por paranoia que foi desenvolvida durante as aplicações das politicas de isolamento social vigentes na epidemia de COVID, a informação é do jornal americano NY Post ao The Post dessa segunda-feira.

Os patentes do suposto atirador, e Payton Gendron, de 18 anos, disseram ao jornal americano que desconheciam que ele era um suposto supremacista branco e acrescentaram que o jovem precisava de ajuda psiquiátrica e não sabiam como conseguiriam essa ajuda mesmo sabendo que o Payton Gendron ter ameaçado seus colegas de escolas um ano antes do massacre.

“Eu não tenho ideia de como ele poderia ter se envolvido nisso. Eu culpo o COVID”, disse Sandra Komoroff, 68, prima da mãe de Gendron, referindo-se à suposta fúria do adolescente ao matar 10 negros em um supermercado no ultimo sábado.

“Ele estava muito paranoico ao evitara doença, extremamente paranoico, a ponto de seus amigos dizerem que ele usaria o traje de astronauta para ir a escola “, disse ela. “E então ele pegou a COVID há algumas semanas, usava mascaras respiratórias e não mascaras comuns mas mesmo assim ele pegou COVID”.

Ela acrescentou que Gendron tinha “adquirido o medo do COVID”. “Quando você está em casa o dia todo na internet, acaba-se perdendo o contato humano”, disse Sandra.

O marido se Sandra, Dave Komoroff, 68, acrescentou: “Em teoria, o COVID poderia ter afetado o que ele de forma a torna-lo agressivo”. “Não posso dizer que é impossível, mas talvez isso possa acontecer.”

Antes do massacre de sábado, Gendron teria escrito um manifesto supremacista de 180 páginas que reafirmou suas crenças em uma filosofia racista e esboçou seus planos passo a passo para efetuar o massacre, disseram fontes policiais. No manifesto, o adolescente descreveu como ele se tornou “radicalizado” online por causa do “tédio extremo” durante os primeiros dias da pandemia.

Os familiares negaram saber qualquer coisa sobre as supostas inclinações racistas de Gendron, e descrevem o jovem como uma pessoa “muito inteligente”.

“Eu não sei se ele frequentava a “dark web”, mas aparentemente ele acabou se envolvendo coisas ilícitas. Ele é esperto o suficiente para entrar em coisas perigosas online, local onde uma pessoa comum não saberia acessar”, disse Dave Komoroff.

Quanto uma carta ameaçadora de autoria do jovem chegou a escola em que estudava em junho do ano passado, Gendron foi questionado sobre seus planos futuros e respondeu que queria cometer um suicídio, Dave disse: “Minha pergunta é, e eu não sei a resposta também, mas eles fizeram alguma coisa?.”

“Os pais foram aconselhado a colocar o rapaz  em algum tipo de terapia ou procurar ajuda? Porque quando iniciar o processo civil as autoridades vão perguntar ao pais dele: “O que vocês fez para para ajudar esse garoto?”. 

Na época, a polícia estadual reagiu a esse incidente e levou Gendron ao hospital para uma avaliação psicológica, mas ele foi liberado em menos de dois dias.

Cathy e Jerry Kozlowski, que são amigos dos pais de Gendron,  disseram ao NY Post que ficaram perplexos quando perceberam que o adolescente havia sido preso por causa dos assassinatos.

“Quando ouvi pela primeira vez que isso aconteceu… Na verdade, eu tinha uma imagem diferente em minha mente de quem era a família – de uma pessoa que vive em um parque, em trailers em algum lugar da periferia com seus AR-15”, disse Jerry, 74.

Eles descreveram os Gendrons como “uma família americana comum. “Você tenta o seu melhor como um pai. Algo deu errado”, disse Jerry. 

Gendron, que havia viajado cerca de 200 milhas de sua casa em Conklin, NY, foi levado sob custódia minutos depois de realizar o ataque racialmente motivado no bairro predominantemente negro, segundo a polícia. Ele foi indiciado por assassinato e os promotores federais disseram que estão considerando as acusações de crime motivado por ódio racial.

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