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Biden - Imigração - Mundo - Novo Normal - 08/09/2022

Suprema Corte dos USA encerra política que obriga demandantes de asilo a esperarem no México

Com essa política, adotada em 2019 pelo ex-presidente Donald Trump, dezenas de milhares de solicitantes de asilo foram enviados ao México até que tivessem que comparecer perante um tribunal dos EUA para sua audiência de imigração.

Da Redação – O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou na noite de segunda-feira (8) que encerrará a política de exigir que os solicitantes de asilo esperem no México enquanto seus pedidos são resolvidos na Justiça.

O anúncio aconteceu depois que um juiz suspendeu uma ordem judicial que impedia o governo de Joe Biden de eliminar a chamada política “Permanecer no México”.

Com essa política, adotada em 2019 pelo ex-presidente Donald Trump, dezenas de milhares de solicitantes de asilo foram enviados ao México até que tivessem que comparecer perante um tribunal dos EUA para sua audiência de imigração.

O programa foi considerado cruel e perigoso por defensores da politica de fronteiras abertas.

A política será eliminada “de maneira rápida e ordenada”, afirmou o departamento em um comunicado. Ninguém mais será incluído e aqueles que cruzarem a fronteira para comparecer às audiências judiciais não serão devolvidos ao México, acrescentou.

O Protocolo de Proteção ao Migrante (PPM), como a política é oficialmente chamada, “tem falhas endêmicas, impõe custos humanos injustificados e tira recursos e pessoal de outras tarefas prioritárias para proteger nossas fronteiras”, acrescentou o departamento.

Pouco depois de chegar ao poder, Biden tentou descartar a medida como parte do que chamou de uma abordagem mais humana da migração. Mas vários estados governados por republicanos, liderados pelo Texas, processaram o governo federal, e um tribunal na capital ordenou a reinstauração da política.

O caso foi para a Suprema Corte, que decidiu em 30 de junho que Biden tem autoridade para encerrar o programa.

Desde o início da política em janeiro de 2019 até sua suspensão inicial, pelo menos 70.000 pessoas foram enviadas para o México, de acordo com o Conselho Americano de Imigração, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1987 que defende os imigrantes.

O governo Trump argumentou que a política conteria a imigração ilegal para os Estados Unidos.

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