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Biden - Economia - EUA - Imigração - Mundo - Política - 03/25/2021

Enfrentamento da crise econômica e da pandemia são as prioridades de Biden, armas e imigração ficam para depois

O presidente disse que planeja concorrer à reeleição em 2024

JSNWES Os planos de Joe Biden em sua primeira entrevista coletiva como presidente dos Estados Unidos seria para capitalizar os ‘sucessos de seu governo’, como a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão de alívio econômico e os avanços significativos na vacinação contra o COVID-19.

Nesta quinta-feira (25), o presidente anunciou a imunização de 200 milhões de pessoas até o fim de abril, quando completa cem dias no cargo, a meta era vacinar 100 milhões, sem duvida alguma a campanha de vacinação é um grande sucesso, o presidente cumpriu em 58 dias a sua promessa inicial e, diante dos saltos no programa de imunização com 2,5 milhões de doses aplicadas em média por dia, decidiu usar o anúncio como boa notícia diante dos temas adversos. Mas, ao subir no púlpito da Casa Branca, o presidente sabia do escrutínio que sofreria diante de uma grave crise imigratória e da pressão por medidas mais rígidas no controle de armas no país.

Controle de armas e a crise da fronteira mexicana

Questionado sobre os problemas sobre imigração e controle de armas, que não têm sido enfrentados com rapidez por seu governo, Biden disse que foi contratado “para resolver problemas e não criar divisões”, mas afirmou que vai resolver as questões, consideradas por ele políticas de longo prazo.

“Eu fui eleito para resolver problemas, e o mais urgente era Covid-19 e a crise econômica para milhões de americanos, por isso coloquei todo o meu foco nisso”, afirmou o presidente. “Os outros problemas de imigração, armas são políticas de longo prazo, estaremos aptos a fazer, mas o fundamental era dar às pessoas alguma paz de espírito para que elas não estejam preocupadas se vão perder algum membro da família.”

Um repórter da ABC News observou que uma instalação da Border Patrol (Patrulha da Fronteira) que mantém crianças migrantes desacompanhadas está com 1556% da capacidade. Ela perguntou a Biden se ele considerava isso aceitável.

Essa é uma questão séria, certo? É aceitável para mim? Vamos ”, disse Biden. “É por isso que vamos remover 1.000 dessas crianças rapidamente.” O Presidente expressou simpatia pelos pais que sentiram que sua melhor opção seria enviar os filhos na viagem traiçoeira aos Estados Unidos e argumentou que a tendência demonstra a necessidade de abordar as questões subjacentes que alimentam esse aumento na migração.

Auxiliares do democrata marcaram essa coletiva de imprensa com nove dias de antecedência, o que foi considerado um erro por quem observa Washington de perto. A dinâmica dentro da Casa Branca, é volátil e as críticas a Biden têm aumentado pelo descontrole na fronteira entre México e EUA, com número recorde de detenção de imigrantes, e cobranças para agir de forma mais assertiva sobre a regulação de armas, após dois massacres a tiros que deixaram 18 mortos em menos de uma semana.

Biden foi aconselhado a tentar falar diretamente à população, controlar a narrativa e mostrar que está preparado para o próximo desafio, mostrar que esta no controle, em meio às crises que ele mesmo elegeu como prioridades: a pandemia, a crise econômica, a desigualdade racial e as mudanças climáticas.

De acordo com agencias internacionais, Biden é o presidente que mais demorou para conceder uma entrevista coletiva nos últimos cem anos. Seus 15 antecessores mais recentes o fizeram com até 33 dias de Casa Branca – ele já está há dois meses no posto.

O presidente disse que planeja concorrer à reeleição em 2024

Meu plano é concorrer à reeleição”, disse Biden. “Essa é a minha expectativa.” Mas quando pressionado sobre se ele se comprometeria a concorrer a um segundo mandato, o presidente disse que não podia prever o futuro.

Pandemia

Biden tem capitalizado o avanço da campanha de vacinação, que deu um salto nos EUA desde sua posse e, junto com a queda nas mortes e hospitalizações, levou o país a uma rota de mais confiança. O democrata diz que os americanos poderão viver algo perto do normal até julho.

Ao todo, cerca de 125 milhões de doses da vacina já foram aplicadas nos EUA –44 milhões de americanos estão completamente imunizados e 81 milhões receberam ao menos a primeira dose, ou seja, 26% da população.

Após um começo de vacinação considerado lento (com média de 900 mil vacinas aplicadas por dia entre dezembro e janeiro), os EUA deram um salto para a média de 2,5 milhões de imunizantes administrados diariamente –a abertura de centros de vacinação em massa, farmácias e supermercados aderindo à campanha, e pesquisas que mostram o aumento do apoio dos americanos ao imunizante contribuíram para os avanços.

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