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Biden - Internacional - Massacre - Mundo - 04/05/2022

Cuba é uma “bomba social” com 2.267 protestos nos últimos 8 meses, diz Observatório Cubano de Conflitos (OCC)

JSNEWS Somente no mês de março deste ano, 232 protestos foram registrados em Cuba, em comparação com 207 em fevereiro, destes 439 protestos dos últimos meses, 149 foram em defesa dos direitos políticos e civis contra um regime que “implantou uma política de terror extremo” para inibir manifestações na ilha, destaca um relatório do Observatório Cubano de Conflitos (OCC) divulgado na segunda-feira,04. As informações são da agencia EFE de noticia em espanhol.

De acordo com OCC, oito meses após a “revolta popular em 11 e 12 de julho de 2021” ou 11J como ficou conhecido os manifestantes que protestaram contra o regime cubano (posteriormente o 11J passou ser um movimento de defesa dos direitos civis em Cuba), o OCC contabilizou 2.267 protestos em Cuba, um aumento de mais de 60% em relação aos oito meses anteriores aos registrados aos eventos do 11J, destaca a organização.

“A frustração com a falta de liberdades, bem como as condenações desproporcionais e outros abusos contra manifestantes pacíficos do 11J continuaram a galvanizar os críticos do governo”, destaca o OCC, um projeto da sociedade civil autônoma apoiado pela Fundação para os Direitos Humanos em Cuba.

De acordo com o “conflitômetro” de março do OCC, Cuba “continua sendo uma bomba social com um pavio curto”

Nesse contexto, o OCC ecoa as declarações do famoso cantor e compositor cubano Silvio Rodríguez em que critica as condenações dos manifestantes: “Até onde eu sei eles não mataram ninguém. Condenações de 15, 20 e 30 anos por desordem pública? Não acho justo”, critica Rodriguez.

Uma das centenas de condenados que “fazem uma nova e nutrida prisão política”, Brandon David Becerra Curbelo, 18 anos, permanece “firme em suas convicções”. “Minha mente é livre, os prisioneiros são eles”, escreveu o jovem em uma carta coletada pelo OCC.

O relatório do OCC de março este ano afirma que “não é possível pôr fim à instabilidade nacional com as ferramentas repressivas”.

E acrescenta que somente com a “substituição” do regime podemos acabar com a “crise de produtividade, alimentação e habitação, inflação, crise dos serviços de saúde, educação, abastecimento de água e transporte público”, bem como “a crescente população em estado de miséria constante”.

De acordo com o “conflitômetro” de março do OCC, Cuba “continua sendo uma bomba social com um pavio curto”, e, nesse sentido, “a psicologia da população não é hoje a anterior à explosão social de 11J, uma vez que a “insubordinação anterior”, advertiu, “está sendo substituída por um profundo rancor”.

“Se o governo (cubano) continuar em sua posição de endurecimento, os protestos podem se tornar violentos”, previu o OCC.

Em um comunicado divulgado em sua página no Facebook, no dia internacional da mulher em 8 de Março, o “Justiça 11J” informou que das 1.417 pessoas documentadas como detidas, 214 são mulheres e 22 delas têm filhos e destacou que 20 dessas mulheres fora presas por participar dos protestos entre os dias 11 e 12 de julho do ano passado, entre elas, está Katia Beirut Rodríguez, mãe de um menino de nove anos que os juízes condenaram a 20 anos de prisão.

Segundo o expediente ao qual a AFP teve acesso, Beirut Rodríguez gravou com seu celular para “publicar tudo o que estava acontecendo e, assim, conseguir a adesão de mais pessoas”, transmitindo ao vivo.

Com informações da Anistia Internacional – Serviço EFE em Espanhol – AFP e APNEWS. 

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