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Imigração - Mundo - 09/17/2021

Corpo de brasileira é encontrado perto da fronteira do México com Estados Unidos

Parentes brasileira que vivem em Massachusetts disseram que o último contato com ela foi na sexta-feira,10, quando ela ligou dizendo que havia se separado do grupo que tentava entrar nos Estados Unidos

JSNEWS – O corpo de uma brasileira de 50 anos foi encontrado nesta quarta-feira por uma patrulha norte-americana numa área desértica ao Sul de Deming, uma cidade do Novo México, nos Estados Unidos. Segundo o escritório do xerife do condado de Luna, havia com ela um passaporte que a identificava como Lenilda dos Santos.
Os investigadores disseram ao portal de notícias “Deming Headlight” que ela tinha tentado entrar no país de forma ilegal. Lenilda era técnica em enfermagem e vivia em Vale do Paraíso, em Rondônia e havia se separado grupo que atravessava a fronteira com ela e provavelmente morreu de sede e fome.

“Esta é uma das situações mais tristes que já vi”, disse o xerife do condado de Luna, Michael Brown. O corpo de Lenilda dos Santos foi encontrado perto do cruzamento das rodovias Castaneda e Hondale, próximo ao Aerostat, disse o policial ao “Deming Headlight” .

Parentes brasileira que vivem em Massachusetts foram procurados pela polícia. Eles disseram que o último contato com ela foi na sexta-feira, quando ela ligou dizendo que havia se separado do grupo que tentava entrar nos Estados Unidos, estava sem água e temia estar morrendo.

Lenilda teria compartilhado sua localização com eles, mas a família demorou três dias para entrar em contato com a polícia, que iniciou as buscas tentando rastrear a localização da brasileira por meio do celular. “Mas, no deserto as informações fornecem uma ampla área para pesquisa”, disse Brown.

Foram horas de busca até que o corpo de Lenilda fosse encontrado. A residência mais próxima estava a 400 metros. A brasileira usava uma roupa camuflada, o que segundo o policial é comum entre os imigrantes ilegais.

“Isso é algo que vemos continuamente”, disse Brown, lamentando a atuação dos coiotes (traficantes de pessoas) na região, por buscarem “maneiras de ganhar dinheiro às custas de vidas humanas”.

Com informações: Estado  – O Globo – Folha de São Paulo – Correio Central.

Campanha Go Fund para repatriação do Corpo de Lenilda Pereira Oliveira.
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