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EUA - Internacional - Mundo - Trump - 4 semanas atrás

Como vai funcionar o julgamento do impeachment de Trump no Senado que começa nessa terça, 21

A partir desta terça-feira, pela terceira vez na história, o Senado norte-americano será palco de um julgamento de impeachment presidencial

COM R7 – Nesta terça-feira (21), às 13h (15h no horário de Brasília), começará de fato o julgamento do impeachment do presidente Donald Trump, no Senado dos EUA, em Washington. Será a terceira vez que um procedimento desses acontece na história do país.

Trump é acusado de abuso de poder e obstrução de Justiça. Em julho, durante uma ligação para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, ele condicionou uma visita à Casa Branca e a liberação de verbas de ajuda militar a uma investigação sobre negócios do filho do ex-vice-presidente Joe Biden por parte dos ucranianos. Biden é um dos pré-candidatos dos Democratas à presidência, portanto um possível adversário de Trump na corrida pela reeleição em novembro.

Nesta terça-feira (21), às 13h (15h no horário de Brasília), começará de fato o julgamento do impeachment do presidente Donald Trump, no Senado dos EUA, em Washington. Será a terceira vez que um procedimento desses acontece na história do país.

Trump é acusado de abuso de poder e obstrução de Justiça. Em julho, durante uma ligação para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, ele condicionou uma visita à Casa Branca e a liberação de verbas de ajuda militar a uma investigação sobre negócios do filho do ex-vice-presidente Joe Biden por parte dos ucranianos. Biden é um dos pré-candidatos dos Democratas à presidência, portanto um possível adversário de Trump na corrida pela reeleição em novembro.

Em dezembro de 2019, o impeachment de Trump foi aprovado na Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), abrindo caminho para o julgamento que começa nesta terça, no Senado. Os senadores podem absolver Trump ou condená-lo e, assim, retirá-lo definitivamente do cargo.

Como funciona o julgamento
Sete deputados do Partido Democrata, de oposição a Trump, vão trabalhar como a acusação do julgamento. Eles vão apresentar o caso, as provas e depoimentos diante dos 100 senadores norte-americanos, que essencialmente serão os jurados e decidirão o destino do presidente.

Diferente da Câmara, onde os democratas são maioria, o Partido Republicano de Trump tem maioria no Senado, com 53 representantes.

Para que ele perca o mandato, dois terços dos senadores precisam votar contra ele. Ou seja, além dos 43 senadores democratas e 4 independentes, seriam necessários os votos de mais 20 republicanos para somar os 67.

Todos os senadores prestaram um juramento prometendo um julgamento imparcial, mas pelo menos dois importantes líderes republicanos já afirmaram publicamente que vão atuar a favor da defesa de Trump.

Regras de conduta
Durante o julgamento, os senadores deverão seguir normas de condutas mais rígidas do que em dias normais de plenários. Na última quinta-feira, a liderança do Senado publicou algumas dessas regras.

Os senadores não poderão fazer barulho ou conversar durante a exposição do caso. Eles também não poderão usar telefones celulares ou outros equipamentos eletrônicos no plenário durante o julgamento. Cada vez que forem votar, eles devem ficar de pé e votar de seus lugares.

Todas as vezes que dirigirem a palavra ao presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, que presidirá o julgamento, os senadores devem chamá-lo pelo cargo (“Mr. Chief Justice”, em inglês).

Desentendimentos partidários
Democratas e republicanos ainda têm disputas em um ponto importante dos procedimentos. Os opositores a Trump querem que novas testemunhas, além das que estiveram nas audiências da Câmara, sejam ouvidas no processo, assim como pedem a inclusão de novas provas.

Por sua vez, os líderes republicanos querem acelerar o julgamento e já prometeram fazer jogo duro para não aceitar novas evidências ou testemunhas.

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