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Comerciante acusado de racismo fecha loja em Boston e é proibido de operar no varejo no Estado

JSNEWS (COM AP) – O ex-proprietário de uma loja de calçados e roupas em Boston que foi acusado de discriminar um homem negro, uma mulher de ascendência do Oriente Médio além de outros clientes, foi permanentemente impedido (banido) de operar um negócio de varejo no estado de Massachusetts além pagar uma multa de $ 220.000, o acordo entre o proprietário e o gabinete do procurador-geral do estado foi anunciado na ultima sexta-feira,27.

O acordo judicial põe fim no processo iniciado em 2018 contra Hicham AliSamHassan, dono do The Tannery em Back Bay, Boston, em que a promotoria do estado afirma que o comerciante violou a lei estadual ao se envolver em comportamento discriminatório que incluía fazer comentários depreciativos e negar serviço aos clientes com base em seus raça, aparência, origem nacional ou status de imigração.
A loja já foi fechada.

“Temos leis fortes em Massachusetts para pôr fim ao comportamento ilegal, inaceitável e racista que esse empresário exibiu descaradamente em sua loja”, disse a procuradora-geral Maura Healey em um comunicado. “Este acordo proporciona alívio aos clientes que foram prejudicados e deixa claro que todos devem ser bem-vindos e respeitados nos negócios em todo o nosso estado.”
Os $ 220.000 serão usados ​​para pagar restituições às vítimas e para financiar programas de combate à discriminação e justiça racial.

Hassan nega ter discriminado qualquer cliente, disse seu advogado, Dan Conley, em um comunicado enviado por e-mail. “O Sr. Hassan é um imigrante do Oriente Médio, ele mesmo foi vítima de discriminação muitas vezes ao longo dos anos”, disse.  O advogado disse também que seu cliente esta agora na casa dos 70 anos e enfrentando sérios problemas de saúde. “Ele resolveu encerrar esse processo dessa maneira, aceitar o acordo, para evitar os custos de litígio desnecessários, encerrando assim o caso e se concentrar totalmente em sua saúde e recuperação”, disse Conley.

De acordo com o procurador-geral, Hassan em 2017 disse a um cliente negro que não queria seutipo” de gente em sua loja, dando também a entender que ele não tinha dinheiro suficiente para comprar qualquer mercadoria posta a venda e pediu para se retirar de seu estabelecimento.

Em outra ocasião, quando uma mulher de ascendência do Oriente Médio entrou na loja com seu marido e um filho de 8 anos, Hassan zombou de seu sotaque e disse a ela para “voltar para o seu país e limpar e cozinhar mgadara”, um meio tradicional prato oriental.

O gabinete do procurador-geral também registrou outros casos do alegado comportamento discriminatório do Sr. Hassan.

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