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Comunidade - Mundo - Policial - 11/30/2021

Começa a seleção do júri para o julgamento da ex-policial que matou Daunte Wright

JSNEWS – Começa nessa terça-feira, 30, a seleção do júri para julgar Kim Potter, 49, ela é uma ex-oficial do Departamento de Polícia do Brooklyn Center, no Minnesota, que enfrenta acusações de homicídio culposo em primeiro e segundo grau por atirar e matar Daunte Wright, um homem negro de 20 anos, em uma parada de trânsito no subúrbio de Minneapolis em abril de 2020.

A Sra. Potter afirmou que cometeu um erro ao atirar fatalmente em Wright com sua arma que confundiu com uma pistola de choque, um Teaser de uso policial.

De acordo com a denuncia apresentada em 11 de abril, a Sra. Potter e um outro policial que estava em treinamento, pararam o carro de Wright em um semáforo quando perceberam que o veiculo estava com a etiqueta de inspeção vencida e com objetos pendurados no espelho retrovisor.

A ex-policial constatou que Wright tinha um mandado pendente de prisão por contravenção grave, Daunte Wright resistiu prisão e confrontou dois outros policiais. Em meio a luta que se seguiu a Sra. Potter pode ser ouvida no vídeo da câmera gritando “taser, taser taser” antes de disparar sua arma, seguido por: “Peguei o errado [expletive] arma de fogo”, após disparar um tiro fatal que matou Daunte Wright. O vídeo também a mostrou que ela segurou a arma por cerca de cinco segundos antes de disparar.
A Kim Potter renunciou ao cargo dois dias depois “no melhor interesse da comunidade”.

O incidente gerou protestos na área de Minneapolis onde a tensão já estava alta, pois um outro policial, Derek Chauvin, enfrentava julgamento pela morte de George Floyd, um outro homem negro que foi detido ao tentar passar dinheiro falso em comercio local.

Nessa terça-feira, quando a seleção do júri começar, os advogados entregarão um questionário aos jurados em potencial e analisarão suas respostas em relação aos fatos decorrentes dos protestos contra as forças policiais promovidos pelo movimento Black Lives Matter (BLM).

Cerca de 200 jurados em potencial já responderam a questionários semelhantes durante o julgamento de Chauvin. No questionário, os jurados foram solicitados a fornecer informações sobre o que já sabiam sobre o caso e se eles tinham impressões positivas ou negativas sobre a Sra. Potter e Wright.

Eles também foram questionados se participaram de protestos após a morte de Wright, se eles carregavam cartazes nesses protestos e o que estava escrito neles.

Os membros do júri em potencial também foram questionados se alguém que eles conhecem foi ferido ou se sua propriedade foi vandalizada por integrantes do BLM em um de seus protesto pacifico.

As perguntas também faz referencia as forças policiais. Se eles tinham uma visão positiva ou negativa sobre a policia e se acreditavam que as forças policiais devem ser extintas pelo bem da sociedade.

Embora as perguntas sejam em alguns casos idênticas ao caso Chauvin, o prazo da juíza do condado de Hennepin, Regina Chu, para a seleção do júri no julgamento da Sra. Potter é de seis dias, ao contrário dos onze dias no caso Chauvin.

Como é a norma nos tribunais de Minnesota, a equipe de defesa da Sra. Potter pode dispensar até cinco jurados sem dar um motivo, em comparação com três da acusação.

De acordo com as diretrizes de sentença de Minnesota, o homicídio culposo exige uma sentença de pouco mais de sete anos e quatro anos para o segundo grau.

Daunte Wright está sendo representado pelo advogado de direitos civis Ben Crump, que também representou a família de George Floyd.

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