Home Curiosidades ‘A Grande Renúncia’: Por que tantos americanos estão deixando seus empregos e o que isso significa para você?

‘A Grande Renúncia’: Por que tantos americanos estão deixando seus empregos e o que isso significa para você?

JSNEWS (JCEditores)
Depois de mais de um ano de medos e incertezas, os americanos estão deixando seus empregos em número incomumente grande, isso porque pandemia de coronavírus ofereceu a muitas pessoas a oportunidade de fazer um balanço de suas vidas profissionais, pois foram forçadas a trabalhar em casa ou foram dispensados; seja como for, eles se viram diante de enorme pressão, tendo que desempenhar tarefas em circunstâncias difíceis.

Nessas condições, as normas tradicionais de trabalho foram alteradas em todos os níveis, permitindo que as pessoas reavaliassem o que desejam obter de seus empregos e concentrassem naquilo que seria mais importante para elas.

À medida que o impacto econômico da pandemia diminui com altas taxas de vacinação em grande parte dos Estados Unidos, a vida começa voltar a algo próximo do normal, um novo normal. No entanto, essa transição para uma era pós-pandêmica na vida profissional está sendo definida pelo que tem sido chamado de “a grande renúncia”.

O termo foi cunhado por Anthony Klotz, professor associado de administração da Mays Business School, Texas A&M University em uma entrevista para a Bloomberg Businessweek.

O Sr. Klotz observou que as pessoas que permaneceram em seus empregos durante a pandemia por causa das incertezas agora estão prontas para fazer uma mudança e deixar seu emprego atual em favor de algo que eles acreditam ser “algo melhor”.

O Bureau of Labor Statistics observa que houve 6 milhões de demissões a menos em 2020 do que em 2019, então já havia um acúmulo natural de pessoas que teriam renunciado em circunstâncias normais.

Esse “algo melhor” que as pessoas estão procurando pode ser uma variedade de fatores que inclui a liberdade de trabalhar remotamente, eliminando a necessidade de deslocamento; horários de trabalho flexíveis para equilibrar a vida pessoal e profissional; melhor remuneração ou benefícios; melhores oportunidades de avanço profissional ou buscas um ambiente de trabalho mais seguro, mais justo ou menos tóxico.

A pandemia colocou muitas dessas coisas em foco. Alguns empregadores descobriram que simplesmente não podem contratar pessoas nas mesmas condições que podiam antes da pandemia e estão sendo forçados a se adaptar aumentando os salários e alterando as políticas internas.

Há uma grande quantidade de dados em todo o mundo para respaldar isso.
Em abril de 2021, 4 milhões de pessoas nos EUA pediram demissão de acordo com o Departamento do Trabalho – o maior aumento de todos os tempos. Desde então, aproximadamente o mesmo número deixou o emprego voluntariamente todos os meses chegando a 4,3 milhões em agosto.

Fora dos Estados Unidos, no Reino Unido, 38% dos trabalhadores disseram que planejam pedir demissão nos próximos seis a 12 meses, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa de software de recursos humanos Personio.

Uma pesquisa da Microsoft descobriu que 41% de seus 30.000 trabalhadores entrevistados em todo o mundo estavam pensando em deixar seus empregos ou mudar de profissão.

O site de Recursos Humanos Monster descobriu em uma pesquisa que 95% dos trabalhadores que responderam uma pesquisa disseram estar considerando mudar de emprego e 92% trocariam de empregador caso tivessem uma proposta, embora é preciso considerar que o número desse tipo de resposta já era esperado um site acessado por pessoas que estão em busca de empregos.

A saída em massa de empregos não se limita a nenhum setor específico.
Embora existam muitas anedotas publicadas nas redes sociais sobre funcionários de colarinho branco trabalhando remotamente e mudando de emprego quando solicitados a retornar ao escritório, os setores de serviços pessoais e de varejo estão vendo uma onda ainda maior de demissões.
Essas funções de baixa remuneração, muitas vezes em contato direto com o público, foram consideradas essenciais durante a pandemia, e muitos trabalhadores se sentiram menosprezados quando as preocupações com sua saúde e segurança não foram levadas a sério.

Diante da perspectiva de espaços internos lotados, baixos salários, falta de pessoal, longas horas de trabalho e constantes batalhas com clientes que se recusam a cumprir as medidas de segurança da Covid-19, muitos estão simplesmente dizendo não e desistindo.

Os trabalhadores estão deixando os cargos em favor de vagas em escritórios ou na área de logística que podem até pagarem menos, mas oferecem melhores benefícios e um melhor ambiente de trabalho.

Uma tendência notável emergiu, portanto, de varejistas e empresas de fast food aumentando os salários e trazendo bônus de contratação para preencher as vagas. As pequenas empresas são apanhadas em um dilema maior por serem menos flexíveis e com menos recursos para recorrer.

Relatos de horas reduzidas, serviço precário, funcionários apressados ​​são comuns em algumas empresas que pedem paciência e compreensão de seus clientes devido às circunstâncias. Do lado positivo, os salários dos funcionários estão subindo.

O que implorta é a questão de quão bem uma empresa tratou seus funcionários durante a pandemia e quão bem ela pretende tratá-los daqui para frente.

Em todos os níveis de emprego, as pessoas perguntam o quanto seu trabalho contribui para sua felicidade e bem-estar pessoal e o quanto seu trabalho é significativo para a coletividade. Para muitos, um trabalho não é mais apenas uma questão de receber, mas de qualidade de vida.

Consequentemente, as empresas que não investem em sua força de trabalho e seu bem-estar provavelmente terão dificuldades em um futuro próximo. Estas empresas terão dificuldades não apenas incorporar novos talentos e reter os funcionários existentes, mas também terão dificuldades para manter os padrões de produtividade e a lucratividade a longo prazo.

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